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domingo, 20 de janeiro de 2013

PARQUE ZOOBOTANICO VALE DEVOLVE SUCURI A NATUREZA EM PARAUAPEBAS


O animal, de 1,80m, recebeu alta após cinco meses de tratamento e recuperação na área de quarentena do Parque.

A equipe do Parque Zoobotânico Vale (PZV) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio)  fizeram a devolução de uma sucuri (Eunectes murinus) à natureza. O animal, de 1,80m, recebeu alta após cinco meses de tratamento e recuperação na área de quarentena do Parque. O local escolhido foi o Igarapé Águas Claras, que fica numa região central da Floresta Nacional de Carajás, por ser considerado mais adequado ao porte e características gerais do espécime.
A sucuri foi encaminhada ao PZV em agosto do ano passado, pelo ICMBio, com ferimentos causados após engolir um anzol nos arredores de Parauapebas (PA). A serpente passou por uma cirurgia para retirar o objeto, que estava preso na região do esôfago. A operação foi bem sucedida e, desde então, o espécime ficou sob cuidados veterinários no Parque. As sucuris são serpentes da família Boidae, de hábitos aquáticos e de grande porte. As fêmeas são maiores que os machos, atingindo maturidade sexual por volta dos seis anos de idade. Há muitos contos sobre ataques destas serpentes a seres humanos, no entanto, a maioria dos casos é fantasiosa, principalmente no que se diz respeito ao seu tamanho real.

A maior sucuri da qual se tem relato, foi um exemplar de Eunectes murinus encontrado no início do século XX pelo marechal Cândido Rondon que, segundo a fonte, media 11,5m. Contudo, a maioria das grandes sucuris apresenta de 5 a 6 metros de comprimento. Inaugurado em março de 1985, o Parque ocupa uma área na Floresta Amazônica de 30 hectares, localizada no coração da Floresta Nacional de Carajás, Unidade de Conservação Federal preservada e fiscalizada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), com o apoio da Vale.

O Parque é mantido e administrado pela Vale e conta com veterinário, biólogo, identificador botânico, técnicos em meio ambiente, técnico em enfermagem, tratadores e equipe administrativa. Dos 30 hectares que ocupa apenas 30% foram utilizados para a construção de recintos e área de apoio. O restante é floresta nativa.

O Parque mantém atualmente um plantel de mais de 270 animais nativos da região amazônica. Entre as espécies existem algumas ameaçadas de extinção, como onça-pintada, arara azul grande, ararajuba, macaco-aranha-da-testa-branca e macaco cuxiú. O Parque contribui  na conservação das espécies, servindo como estoque genético e formando profissionais especializados para trabalhar em benefício da fauna e da flora do Brasil.

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