EXCELÊNCIA EM QUALIDADE

EXCELÊNCIA EM QUALIDADE

segunda-feira, 4 de abril de 2016

EXCLUSIVO : POLÍCIAIS SÃO PRESOS EM MÃE DO RIO ACUSADOS DE EXTORSÃO E ABUSO DE AUTORIDADE. DELEGADO ESTÁ FORAGIDO



A Divisão de Crimes Funcionais, da Corregedoria Geral da Polícia Civil, cumpriu nesta segunda-feira (4) os mandados de prisão preventiva decretados contra o motorista policial civil Edcarlos de Jesus Ferreira e o sargento PM Edinei Leal da Silva, ambos lotados em Mãe do Rio, no nordeste paraense. Eles são acusados dos crimes de sequestro com cárcere privado, extorsão e abuso de autoridade.

A prisão dos policiais foi decretada pelo juiz Cristiano Magalhães Gomes, da Vara Única de Mãe do Rio, após recebimento de denúncia do Ministério Público. Também tiveram os mandados de prisão decretados o delegado Melquesedeque da Silva Ribeiro e Janaina Barbosa de Souza, sobrinha do sargento, que estão foragidos. Os presos já estão recolhidos no presídio Coronel Anastácio das Neves, no Complexo Penitenciário em Americano, em Santa Izabel do Pará.

A denúncia contra os acusados foi formulada, no último dia 1º, pela promotora de Justiça de Mãe do Rio, Andressa Érika Ávila Pinheiro, após se convencer das provas de crimes, em tese, praticados pelos policiais. Segundo a denúncia, no último dia 23 de março, Janaina, sobrinha do sargento, teve um telefone celular furtado e comunicou o fato ao tio. O policial militar passou a diligenciar visando à identificação do autor do delito, até que deteve, em 29 de março, um homem acusando-o de ser suspeito do crime. O suposto autor do furto do celular foi levado à Delegacia de Mãe do Rio, onde ficou detido de 9 horas da manhã até por volta de 16 horas.

Conforme a denúncia, nesse período, teria havido uma negociação entre os policiais e familiares do suspeito. A avó do rapaz acusado do crime teria sido induzida a ir até uma loja na cidade comprar um telefone celular, no valor de R$ 1,6 mil, pagando em parcelamentos no cartão de crédito, para a sobrinha do militar. No entanto, segundo a denúncia do MP, os policiais teriam exigido mais R$ 3 mil para liberar o suspeito.

Ainda segundo a denúncia, os familiares do rapaz chegaram a deixar uma moto com os policiais como garantia até conseguirem levantar a quantia exigida e que teria sido paga aos policiais, para que o suspeito fosse liberado. Conforme a denúncia, o rapaz suspeito responde processo criminal na Justiça por crime de furto em regime aberto e atualmente está sob monitoramento por tornozeleira eletrônica.

 Ao tomar conhecimento do fato, a promotora de Justiça colheu os depoimentos das testemunhas e teve acesso à imagem da loja, em que o sargento apareceria ao lado da avó e de uma tia do suspeito, para comprar o celular. Ainda conforme o MPE, foi solicitado o rastreamento do monitoramento eletrônico do suspeito. O levantamento mostrou que o suspeito não esteve no local em que o celular foi furtado. Dessa forma, a promotora decidiu preparar a denúncia das pessoas envolvidas e representar ao juiz com os pedidos de prisão.

 

4 comentários:

  1. O POLICIAL FEZ SO A SUA OBRIGAÇÃO FALA COM ESSE PROMOTORA PRA LEVAR ESSE BANDIDO PRA CASA DELA QUE AI ELA VAI VER O QUE E CRIAR COBRA

    ResponderExcluir
  2. Esse caso não me surpreende, minha surpresa foi a atitude do ministério publico, corregedoria e do juiz de mdr. Em mdr é comum policiais chegarem pobres se perpetuarem na cidade e melhorar substancialmente sua situação financeira. A cidade a anos está na mão de bandidos: fardados ou não e a população ficou refém dessa situação.

    ResponderExcluir