EXCELÊNCIA EM QUALIDADE

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segunda-feira, 28 de novembro de 2016

PRF DISPARA CONTRA CARRO DE FAMÍLIA QUE SEGUIA PARA RETIRO ESPIRITUAL

“Estou em choque, nem consegui dormir”, desabafa o engenheiro elétrico Ricardo Bezerra. Ele, sua mãe e a esposa, que está grávida de 7 meses, foram vítimas de um ataque a tiros enquanto seguiam de carro pela BR-316 para um retiro espiritual. O veículo da família foi confundido com um carro de assaltantes. A Polícia Rodoviária Federal disparou mais de 30 vezes contra o carro onde estava a família de Ricardo. O caso ocorreu por volta de 20h30 de sexta-feira (26), no quilômetro 14 da BR-316, em Marituba.
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Segundo Ricardo, a família seguia pela rodovia quando ouviu barulhos de sirene, e imaginou tratar-se de uma ambulância. Como a viatura não fez a ultrapassagem, o engenheiro resolveu parar o carro no acostamento. “Quando eu estava em processo de desacelerar o carro, quase parando, escutei três tiros. Um policial armado veio e apontou a arma para mim. Eu imediatamente levantei a mão e ele atirou”, relata Ricardo.

A esposa de Ricardo conta que quando finalmente os policiais pararam de atirar, perceberam que houve um erro, mas tentaram apagar as evidências da abordagem que poderia ter acabado em tragédia. “Eram vários carros da Polícia Federal. Eles queriam desfazer a cena do crime, juntando os projéteis. Eles enrolaram bastante dizendo que não tinha perícia naquele horário, que não tinha de jeito nenhum”, denuncia Michelle Bezerra.

A mãe de Ricardo ficou ferida, mas passa bem. Segundo a polícia, a perseguição começou depois da denúncia de que bandidos estariam fugindo em um carro prata após cometerem assalto. Neste momento, o carro da família passou pela barreira da PRF e foi perseguido.
“Esse despreparo de quem é para gente confiar e a gente se depara com uma situação dessas. Jamais a gente ia poder imaginar a Polícia Rodoviária Federal ter esse tipo de postura, de abordagem”, diz Michelle.

A Polícia Militar informou que aguarda o fim da investigação para tomar as providências. A Corregedoria da PRF já foi comunicada e informou que vai tomar medidas para esclarecer o caso.

SANTA IZABEL DO PARÁ: SUSIPE CONFIRMA FUGA DE 29 PRESOS

A Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado (Susipe) confirmou a fuga de 29 detentos do Centro de Recuperação Penitenciário do Pará I (CRPPI), localizado no Complexo Penitenciário de Santa Izabel do Pará, na região metropolitana de Belém. A fuga ocorreu na madrugada deste domingo (27).

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Segundo a Susipe, detentos serraram as grades e tentaram pular o muro da unidade por volta de 4h, mas foram interceptados por policiais militares que faziam a vigilância do centro e realizaram disparos de contenção.

Um detento foi atingido de raspão e levado para o Hospital Metropolitano, em Ananindeua. Após a recontagem nas celas, foi constatada a fuga de 29 detentos.A Susipe informou que a corregedoria do órgão apura o caso.

SÃO JOÃO DA PONTA : PROFESSORA É BRUTALMENTE ASSASSINADA POR COLEGA. POPULAÇÃO QUEIMOU A CASA E O CARRO DO ASSASSINO CONFESSO

O corpo da professora Ana do Nascimento, 46 anos, do município de São João da Ponta, nordeste do Pará, foi encontrado no último sábado (26), em um sítio próximo da cidade. Ela estava desaparecida desde sexta-feira (25), a família começou a procurar e descobriu  partes do corpo da vítima queimados na propriedade um homem, professor que trabalhava com ela.

Ele costumava dar carona para ela e outros colegas que também trabalhavam no município. Segundo testemunhas ele teria sido o último a ter contato com a vítima. A Polícia informou que em depoimento ele confessou o crime. Ele teria matado ela a golpes de faca e queimou o corpo para tentar ocultar o corpo, o motivo teria sido um desentendimento entre os dois.

O suspeito foi autuado em flagrante pelo crime de homicídio e levado para a Seccional de
Castanhal por questões de segurança. O crime causou comoção e muitos moradores chegaram a invadir a propriedade do professor e queimar a casa e o carro dele.
O caso deve ser investigado pela Delegacia de Curuçá. A audiência de custódia do professor está prevista para esta segunda-feira (28).

OPERAÇÃO REIS DO GADO CUMPRE 108 MANDADOS EM SEIS MUNICIPIOS DO PARÁ

No Pará, pecuaristas são alvo da Operação Reis do Gado, da Superintendência da Polícia Federal do Tocantins (TO), deflagrada nesta segunda-feira (28) em cinco estados. Ao todo estão sendo cumpridos 108 mandados judiciais, sendo 8 mandados de prisão temporária, 24 de condução coercitiva e 76 de busca e apreensão nos estados de Tocantins, Goiás, São Paulo, Pará e no Distrito Federal.

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No território paraense foram expedidos dois mandados de busca e apreensão para o município de Canaã dos Carajás; quatro mandados de busca e apreensão e três de condução coercitiva, quando a pessoa é levada para depor, em Redenção; um mandado de busca e apreensão em Santa Maria do Pará; seis mandados de busca e apreensão e dois de condução coercitiva em São Félix do Xingu e dois de busca e apreensão em Sapucaia.

Segundo a Polícia Federal, a Operação Reis do Gado tem como objetivo desarticular uma organização criminosa que atuava no Estado do Tocantins praticando crimes contra a administração pública e promovendo a lavagem de capitais por meio da dissimulação e ocultação dos lucros ilícitos no patrimônio de membros da família do governador do Tocantins.

Lavagem de dinheiro

 O nome da operação, Reis do gado, foi dado em razão dos principais investigados serem grandes pecuaristas no Estado do Pará e o gado era a destinação de grande parte do dinheiro desviado, onde se operava verdadeira lavagem de dinheiro.

A investigação apontou um esquema de fraudes em contratos de licitações públicas com empresas de familiares e pessoas de confiança do chefe do executivo estadual, que teria gerado prejuízo aos cofres públicos. As autoridades identificaram, até o momento, um montante de mais de R$ 200 milhões efetivamente lavados.

Em um dos casos foi identificada um contrato de compra de gado cujo volume, segundo a perícia realizada, não caberia sequer dentro da propriedade onde pretensamente deveriam se encontrar o rebanho. Essa técnica foi apelidada pelos investigadores como “Gados de Papel”.

BARCARENA : MPF E MPE PEDEM A SUSPENSÃO DAS ATIVIDADES DA MINERADORA IMERYS

O Ministério Público Federal (MPF) no Pará e o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) enviaram à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) notificação em que é recomendada a suspensão das atividades da mineradora Imerys em Barcarena, no nordeste paraense.
A suspensão deve vigorar até que a Imerys tome providências para evitar novos vazamentos de rejeitos de minérios, recomenda o MP. O mais recente vazamento ocorreu em 29 de outubro.

A recomendação foi encaminhada à Semas nesta sexta-feira, 25 de novembro. Assim que receber o documento a secretaria terá três dias úteis para suspender as atividades da Imerys. Se a suspensão não for implementada, o MP pode tomar outras providências que considerar cabíveis, e inclusive levar o caso à Justiça.

Providências – Atendida a recomendação, são três as providências necessárias para a reativação dos trabalhos da Imerys em Barcarena.

A primeira é que um representante legal da empresa se apresente à Semas e informe quais medidas a mineradora irá adotar para evitar novos vazamentos.

A segunda medida é que a empresa forneça informações completas sobre as causas e consequências do último vazamento – com provas da veracidade dessas informações.

Por fim, deve ser realizada auditoria independente que aponte que a Imerys está apta a operar de maneira segura. E, caso a auditoria vier a indicar a adoção de medidas consideradas necessárias, é preciso que a adoção dessas medidas seja comprovada.

O MP recomenda que a auditoria seja realizada em todas as instalações da mineradora em Barcarena por empresa com padrão de certificação e aprovada pela Semas.

Informações falsas – O MP destaca na recomendação que a mineradora “tem se notabilizado por se envolver em desastres ambientais com inaceitável frequência nos últimos anos, com a presença de caulim [argila utilizada na indústria cerâmica, de tinta e de papel] em 42% dos acidentes ambientais registrados”.

Para o MP, esse fato leva à conclusão de que a Imerys possui sérios problemas operacionais, já que não consegue garantir um nível minimamente aceitável de segurança em suas atividades.

Além disso, o MP critica a postura da empresa de prestar informações falsas a autoridades. “Ao se manifestar perante as autoridades públicas acerca do vazamento ocorrido em 29 de outubro de 2016, a empresa Imerys, reiterando postura já demonstrada em ocasiões anteriores, apresentou informações falsas acerca das causas e consequências do vazamento, o que agrava o problema da falta de confiabilidade acerca das condições de sua operação”.

Para demonstrar a falsidade das informações prestadas pela empresa, o MP enviou à Semas, juntamente com a recomendação, documento com o comparativo entre o que os representantes da Imerys disseram a instituições públicas e o que peritos do MPF e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico de Barcarena verificaram no local do último vazamento.

Histórico – Em 25 de outubro, quatro dias antes do último vazamento, o MPPA e o MPF entraram na Justiça com ação que pede a determinação de providências urgentes para possibilitar que a população de Barcarena tenha acesso a água potável, tendo em vista pesquisa que apontou contaminação da água atualmente fornecida.

Na ação o MP registrou indícios de que a contaminação da água está ligada à série de acidentes ambientais no município, e apresentou uma lista com alguns dos acidentes tornados públicos.

Os acidentes diretamente ligados à Imerys apresentados na ação são os seguintes:

2004: vazamento de grande proporção de material proveniente de bacias de rejeito na Imerys, ocasionando contaminação dos igarapés Curuperê e Dendê;

2006: novo vazamento de material proveniente de bacias de rejeito na Imeyrs com nova contaminação dos cursos d'água;

2007: novo acidente ambiental envolvendo rejeito da empresa Imerys, desta vez de proporção ainda maior, atingindo até mesmo o rio Pará, o que gerou a assinatura de TAC com o MPPA, além de inquérito policial;

2011: rompimento de duto com efluentes ácidos da Imerys, atingindo, mais uma vez, os igarapés Curuperê e Dendê;

2012: mais um vazamento de material das bacias de rejeito da Imerys;

2014: novo vazamento de rejeito da Imerys, o que chegou a ser objeto de ação cautelar ajuizada pelo MPF e MPPA na Justiça Federal de Belém, tendo havido posterior assinatura de TAC, que se encontra em fase de fiscalização do respectivo cumprimento;

 

PACAJÁ : JUSTIÇA AFASTA NOVAMENTE DO CARGO PREFEITO E SECRETÁRIOS

A Justiça Estadual determinou na sexta-feira (25), pela segunda vez este ano, o afastamento do prefeito de Pacajá, Antônio Mares Pereira. Essa nova decisão também é baseada em pedido do Ministério Público do Estado do Pará, após ajuizamento de ação civil pública com pedido de liminar. Foram afastados o prefeito, o chefe de gabinete, sete secretários municipais e um servidor.




Segundo o promotor de Justiça de Pacajá, Luiz Alberto Almeida Presotto, foram detectadas durante as investigações casos de fraudes em licitação, montagem de processo licitatórios, superfaturamento de material e serviços, serviços não prestados que eram pagos com dinheiro público, escolas com dinheiro de repasse que não eram construídas, contratação de empresas de fachadas (servidores públicos ligados ao prefeito) desvios de valores da saúde que eram utilizados para outras finalidades, queima de documentos, entre outras irregularidades.

“Além dessas fraudes havia desvio de combustível e materiais para extração ilegal de madeira. O combustível enviado pela Norte Energia é para auxiliar no transporte escolar, entre outras ações, mas estava sendo desviado para máquinas e utilizado para extração ilegal de madeira. São vários crimes cometidos, como peculato, fraude à execução e outros. Soubemos que o prefeito está ameaçando o juiz e o promotor de Justiça local. Neste momento a Câmara Municipal também debate o afastamento do prefeito”, relatou o procurador de Justiça Nelson Medrado, coordenador do Núcleo de Combate à Improbidade Administrativa e Corrupção, que encontra-se no município de Pacajá, junto com sua equipe, dando apoio à Promotoria local.




Foram afastados o prefeito Antônio Mares Pereira, os secretários dele Telvina Madalena Noronha (Administração), Eronaldo Pereira da Silva (Saúde), Kleber Franca Souza (Obras e Transporte), Lourival Rocha Teixeira (Desenvolvimento Econômico), Edvan Sousa Oliveira (Finanças), José Adailton Dias da Silva (Meio Ambiente), Silvana Lima de Souza (Habitação e Regulação Fundiária), o chefe de gabinete Demerval de Oliveira Lima Filho e o servidor Cláudio Sabino.

Leia AQUI a matéria sobre o primeiro afastamento do prefeito e auxiliares, ocorrido em 18 de outubro.

Uma decisão do Tribunal de Justiça do Estado agora em novembro havia permitido a volta do prefeito, mas com a nova decisão, encontra-se novamente afastado. 

 

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

QUATIPURU : PROMOTOR PEDE AFASTAMENTO DE PREFEITO E SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO

O Ministério Público do Estado do Pará, por seu promotor de Justiça Nadilson Portilho Gomes,ingressou nesta quarta-feira (23) com Ação Civil Pública de Improbidade Administrativa com Pedidos de Tutela e de Cautelares contra o prefeito municipal de Quatipuru, Helio Warley Fernandes de Brito e o secretário municipal de educação, Edson Cleiton Fernandes de Oliveira.

“A ação foi proposta com base em informações, termos de declarações e cópias dos Autos de Inquérito Civil, com ação civil já proposta sobre a prática de não pagamentos dos salários e demais vantagens dos servidores municipais, onde ficou configurada como corriqueira essa situação em tela, inclusive com atrasos nas datas de pagamentos reiterados como mecanismo de humilhação, perseguição, punição e geração de transtornos aos servidores em geral, inclusive pela não realização de concurso público” argumentou o PJ Nadilson Gomes.

Dos fatos

De acordo com o MP, o prefeito Helio de Brito recusou-se reiteradamente a realizar concurso público municipal, preferindo contratar temporários, gerando um caos na administração, realizando pagamentos por lotes, a exemplo, primeiro um grupo, posteriormente outro. Ainda, realizando pagamentos em dias diversificados, de forma que o servidor nunca sabia o dia que iria receber o seu salário, faltando com planejamento da gestão, inclusive, deixando de pagar 1/3 de férias, e outras vantagens, mesmo havendo repasses de recursos suficientes para fazê-lo.

“Os temporários contratados sem necessidade estariam ali, talvez, com fins eleitorais, já que foi candidato ao cargo de prefeito. Ocorre que, o município não cumprindo um Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público do Trabalho e com o Ministério Público do Estado foi executado na Justiça Trabalhista, havendo bloqueio dos recursos judicialmente, o que gerou novamente problemas para pagamentos de servidores. Só que, a Justiça já liberou os valores bloqueados para pagamentos dos servidores e novos recursos chegaram aos cofres da municipalidade e o réu não cumpriu o acordo homologado judicialmente, não pagando os servidores até a data de ontem, alguns atrasando por meses os pagamentos” destacou o representante do MPPA.

Na última terça-feira, dia 22, servidores temporários e efetivos compareceram na Promotoria de Justiça para denunciar que continuam com salários atrasados.
Uma das servidoras chegou a ser dispensada em junho deste ano, para não trabalhar no mês seguinte, porém foi admitida em agosto de 2016. Assim, só a exemplo, pessoas foram demitidas e admitidas em período eleitoral vedado.

Por sua vez o prefeito e o secretario municipal, passaram a perseguir os servidores que manifestaram querer os pagamentos de seus salários e demais vantagens não cumpridos, lançando faltas ao trabalho das mesmas nos meses de agosto de setembro de 2016, para possibilitar descontos e, em consequência, diminuição de seus salários numa forma de punição e repressão.Pelo menos cinco servidores chegaram a denunciar esse tipo de situação.

Ainda de acordo com a Promotoria, o gestor, e seus secretários de administração, vem admitindo pessoal mais do que os recursos suportam, sem leis autorizadoras, sem contratos temporários celebrados, gerando todo esse caos pela má-gestão dos recursos públicos.

Pedidos

Diante do exposto o Ministério Público requereu as condenações do prefeito Helio de Brito e do secretário Edson Oliveira, com a reparação integral dos danos causados. Ainda, os afastamentos provisórios dos cargos dos réus, até final o final do mandato do prefeito municipal em dezembro do ano corrente.

Inclusive, liminarmente, que seja feitas requisições à Delegacia da Receita Federal das declarações de impostos de 2015 a 2016, como meio de formar a prova instrutória. Inclusive, seja determinado ao Município que apresente em juízo todas as cópias das folhas de pagamentos, de contracheques dos servidores municipais, com os devidos extratos de pagamentos desses períodos, além de ter que apresentar informações sobre nomes, cargos, locais de lotações dos servidores municipais, cópias de todos os contratos temporários firmados dos mesmos e informações dos que estão com valores faltando serem pagos.

Também, em tutela de urgência, seja determinado ao município de Quatipuru, através da gestor municipal, que efetue a imediata reintegração de todos os servidores públicos municipais, realizando os pagamentos atrasados dos mesmos sem descontos dos meses de agosto e setembro de 2016, por serem as faltas apostas contra as mesmas ilegais.

Finalmente, as condenações dos réus no ressarcimento integral dos danos advindos para a municipalidade pelas improbidades administrativas praticadas, devendo devolver a quantia de R$ 400.000,00 (quatrocentos mil reais), cada um, corrigidos monetariamente para a época dos pagamentos, ainda, demais valores que dependem de perícia, excluindo-se desse valor o dano moral coletivo, a ser arbitrado pelo Juízo.

“Os réus cometeram ilegalidades na gestão do orçamento municipal e nas aplicações dos recursos. Trataram a coisa pública como privada, para prejuízo do patrimônio público municipal, o qual não pudera beneficiar a sociedade, à contento pela violação dos princípios que regem a administração pública e pelos danos e prejuízos advindos de suas condutas, merecendo serem condenados pelos atos de improbidades administrativas praticados” finalizou o promotor de Justiça Nadilson Gomes.

MUANÁ : JUIZ CASSA CANDIDATURA E DIPLOMAÇÃO DE PREFEITO E VICE

A promotora de justiça Juliana Dias Ferreira de Pinho Palmeira, titular da Comarca de Muaná, ajuizou Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) contra o Prefeito municipal, vice-prefeito e secretária de assistência e promoção social, por pratica de crime eleitoral. A Justiça estadual acatou o pedido liminar e determinou o afastamento dos gestores de seus cargos, de modo a impedir a diplomação.

A ação foi fundamentada na distribuição de cestas básicas pela secretária de promoção e assistência social as vésperas da eleição, caracterizando a intenção eleitoreira das doações tendo em vista que não existe lei aprovada anterior referente a esse assunto. O flagrante das distribuições das cestas foi realizado pela promotora de Justiça Juliana e sua equipe em conjunto com o juiz eleitoral.

O afastamento cautelar do candidato a prefeito Sérgio Murilo dos Santos Guimarães, do candidato a Vice-Prefeito Eder Azevedo Magalhães e o afastamento imediato da Secretária de Assistência e Promoção Social Kewin Katy Pyles, de modo a impedir a diplomação, foi concedido pelo Juiz de Direito Roberto Rodrigues Brito Junior.

MOTORISTA BÊBADO QUE ATROPELOU SEIS PESSOAS EM BELÉM É CONDENADO A 18 ANOS DE PRISÃO. DUAS VÍTIMAS MORRERAM

Em julgamento finalizado na noite desta quinta-feira (24) no Fórum Criminal de Belém, os jurados consideraram o réu José Roberto Dias Mendes culpado por dois homicídios qualificados e quatro tentativas de homicídio, durante o atropelamento de seis pessoas em 2010. A pena total foi fixada em 18 anos e seis meses de reclusão em regime inicial fechado, mas por ter respondido o processo em liberdade, o réu poderá aguardar o julgamento do recurso ainda em liberdade.
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O crime aconteceu no Natal de 2010, por volta das 21h30, quando José Roberto Dias Mendes conduzia um carro pela avenida Gentil Bittencourt e atropelou seis pessoas que caminhavam pela via. Duas pessoas morreram, entre elas uma criança de apenas 3 anos de idade. Segundo a promotoria, o motorista dirigia a cerca de 130km/h e estava embriagado.

Sobreviventes do acidente prestaram depoimento no julgamento desta quinta. Martha Queiroz foi uma das sobreviventes e a primeira testemunha a depor. “Ele está solto, levando a vida dele normalmente. Enquanto isso, nós estamos aqui com a perda dos familiares”, lamentou a vítima.
Elisson Tavares também foi atropelado, sofreu fraturas na bacia e escoriações pelo corpo. “A gente tentou correr, mas não deu tempo. O pessoal ficou falando sobre ele, tentaram tirar ele da viatura, mas saíram com ele de lá”, relembra.

TUCURUI : JUSTIÇA BLOQUEIA R$ 40 MILHÕES DA PREFEITURA PARA GARANTIR PAGAMENTO DE FUNCIONALISMO

A Justiça de Tucuruí, no sudeste do Pará, bloqueou na última segunda-feira (21) cerca de R$ 40 milhões da Prefeitura Municipal como forma de garantir o pagamento dos funcionários públicos. A Prefeitura do município informou que ainda não foi notificada sobre o bloqueio.

A decisão foi tomada atendendo pedidos do Ministério Público Estadual (MPPA) e do Sindicato dos Servidores Municipais de Tucuruí (Sismut). O objetivo é garantir o pagamento dos servidores, referentes aos meses de novembro, dezembro e décimo terceiro salário.

“Devido ao número de reclamações que nós tivemos aqui no sindicato, as pessoas estão reclamando do atraso no salário e outras foram destratadas. Além de registrarmos as reclamações dos servidores, a gente também orientava que fosse ao Ministério Público do Estado e fizesse as suas reclamações”, diz o presidente do Sismut, José Miranda da Silva.

Apreensão

 Na última semana, o MPPA apreendeu documentos e computadores do departamento de recursos humanos da prefeitura. De acordo com a promotora Adriana Passos, o objetivo da operação foi verificar as denúncias de que funcionários teriam sido demitidos no período vedado pela Justiça Eleitoral e também se houve pagamento dos direitos rescisórios de quem foi demitido legalmente.
“Dentro do procedimento, temos que saber o que existe de fato. Se são servidores concursados, efetivados ou servidores comissionados.

Isso sempre foi uma grande caixa preta que o poder judiciário nunca teve acesso e, por meio dessa cautelar, nós fizemos a apreensão de documentos e equipamentos de informática para nós fazermos as devidas análises”, explica Adriana Passos.

O servidor efetivo do município, Benedito Ribeiro Costa, garante que já recebeu salário referente a outubro com mais de 15 dias de atraso e que a situação tem causado prejuízos para os trabalhadores, que acabam pagando juros quando vão quitar as dívidas. “Quem fica oprimido é a gente porque temos que pagar os juros das contas. Como é que sobrevivemos sem receber?”, questiona.

OURILÂNDIA: OPERAÇÃO DA PF INVESTIGA DESVIOS DE RECURSOS PÚBLICOS NA PREFEITURA

A Polícia Federal deflagrou a Operação Puma, que investiga esquema de desvio de verba pública na área da saúde no município de Ourilândia do Norte, sudeste do Pará, na manhã desta quinta-feira (24). As investigações identificaram a existência de uma organização criminosa na Prefeitura.
De acordo cm a PF, o esquema seria comandado pelo prefeito, com a participação de servidores públicos e empresários. Uma das empresas mais beneficiadas com a fraude tem o nome fantasia ‘Puma’, o qual intitulou o nome da operação.

Agentes da PF cumprem, durante esta manhã, cinco mandados de condução coercitiva e nove mandados de busca e apreensão expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília (DF), a pedido da Polícia Federal de Redenção (PA). Foram deferidos, também, os pedidos de bloqueio de bens e de contas bancárias.

As investigações sobre esses desvios foram iniciados em 2013, pela Delegacia de Polícia Federal de Redenção em conjunto com a Controladoria Geral da União (CGU). Conforme relatório elaborado pela CGU, foram encontradas inúmeras irregularidades em licitações, a partir de cotações de preços simuladas e falsificação de documentos, as licitações eram direcionadas a determinadas empresas. O prejuízo estimado pela CGU, em relação a três licitações, é de aproximadamente R$ 3 milhões.

A PF espera, a partir da apreensão de documentos, aprofundar as investigações e identificar outros participantes do esquema criminoso e a extensão dos prejuízos causados. Até o momento, já foram constatadas as seguintes infrações penais: crime de responsabilidade do prefeito, em coautoria com o Secretário de Saúde, a servidora que presidia as comissões de licitação e empresários; frustração do caráter competitivo da licitação e organização criminosa.

OPERAÇÃO MATURU INVESTIGA FRAUDES NA PREFEITURAS DE PORTO DE MOZ

O Ministério da Transparência, Fiscalização e Controladoria-Geral da União (CGU) deflagrou Operação Maturu com o objetivo de combater desvios de recursos públicos da saúde e da educação no município de Porto de Moz, na região do baixo Amazonas, nesta quinta-feira (24). O trabalho é realizado em parceria com a Polícia Federal e o Ministério Público do Estado do Pará.

De acordo com a CGU, houve movimentação de recursos fora de contas específicas de programas; indícios de fraudes em licitações de merenda e transporte escolar; desvio de finalidade na compra de combustível; entre outras ilegalidades.

Segundo as investigações, as irregularidades favoreciam financeiramente empresas fantasmas ligadas a agentes públicos municipais.

A operação cumpre 20 mandados de busca e apreensão em empresas, residências e órgãos públicos nos municípios de Porto de Moz,
Ananindeua e Santarém. Também foi declarada a indisponibilidade de bens de dois gestores municipais suspeitos de envolvimento, além da suspensão do exercício de função pública de três agentes públicos.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

BELÉM : JUIZ ELEITORAL CASSA PELA SEGUNDA VEZ A CANDIDATURA DE ZENALDO COUTINHO

Resultado de imagem para zenaldo coutinhoA Justiça Eleitoral de Belém cassou nesta segunda-feira (21) a candidatura do prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho (PSDB) e de seu vice-prefeito, Orlando Reis Pantoja, por propaganda eleitoral irregular e de abuso de poder político e econômico. Cabe recurso à decisão. Enquanto não houver decisão definitiva no Tribunal Superior Eleitoral, ambos permanecem no cargo.

O juiz Antônio Cláudio Von Lohrmann Cruz, da 97ª Zona Eleitora de Belém, entendeu como procedente a denúncia da Coligação Juntos pela Mudança de prática de conduta vedada e abuso de poder político e econômico de Zenaldo Coutinho e Orlando Reis Pantoja nos casos do BRT e placas de obras (condutas vedadas), Facebook e Youtube oficiais da prefeitura e a Agência Belém (propaganda eleitoral irregular), cassando a candidatura do prefeito e do vice, além de torna-los inelegíveis por oito anos.

O Blog entrou em contato com a prefeitura de Belém e aguarda o posicionamento. O Blog também entrou em contato com o Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA), que inicialmente informou que a decisão do juiz Cláudio Von Lohrmann Cruz foi proferida na segunda-feira e que ainda não foi publicada no Diário Oficial.

Segunda cassação

Esta é a segunda cassação do prefeito Zenaldo Coutinho neste ano. Em 19 de outubro, o juiz Antônio Cláudio Von Lohrmann Cruz concluiu que os candidatos à prefeitura de Belém Zenaldo Coutinho (PSDB) e a vice-prefeito Orlando Reis Pantoja usaram o site oficial da Prefeitura e um perfil oficial em rede social do município para fazer propaganda eleitoral em época proibida. De acordo com a decisão, "não se trata apenas de disponibilizar propaganda institucional em período vedado, mas também promover o réu Zenaldo Coutinho em afronta ao princípio administrativo da impessoalidade e um abuso de autoridade na legislação eleitoral", diz a decisão. Segundo o juiz, houve “abuso de poder político e desvirtuamento dos recursos materiais, humanos, financeiros e de comunicação da administração púbica”.

No dia 21 de outubro, o próprio magistrado suspendeu a decisão após os advogados de defesa impetraram recurso por considerarem a pena desproporcional. Com isso o caso ficou para o julgamento em segundo grau no Tribunal Regional Eleitoral.

ULIANÓPOLIS : JUIZ DETERMINA ANULAÇÃO DA COMISSÃO PROCESSANTE INSTALADA PARA INVESTIGAR A PREFEITA NEUSA PINHEIRO

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O juiz da comarca de Ulianópolis, André dos Santos Cantos, acatando a Mandado de Segurança impetrado pela defesa da prefeita Neusa Pinheiro, determinou hoje a anulação da sessão e de todos os atos da presidente da Casa de Leis, Suely Resende, que instalou ILEGALMENTE, uma Comissão Processante para apurar supostas irregularidades praticadas pela gestora municipal.

Na decisão , o magistrado determina que SUELY RESENDE se abstenha de promover qualquer ato que vise o afastamento da prefeita por ABSOLUTA FALTA DE PREVISÃO LEGAL. Em caso de descumprimento da medida, o juiz estipulou multa diária de MIL REAIS.

PRIMAVERA : PROMOTOR PEDE AFASTAMENTO DE PREFEITA E SECRETÁRIOS

O Ministério Público do Estado do Pará, através do seu promotor de Justiça Nadilson Portilho Gomes, ingressou na quinta-feira (17), com Ação Civil Pública com o Pedido de Tutela de Urgência contra o Município de Primavera, representado pela prefeita municipal Cleuma Maria Bezerra de Oliveira, por exoneração de servidores temporários em período vedado, o que afronta à Lei das Eleições (Lei nº. 9.504/1997) e configura improbidade administrativa.

Os fatos foram denunciados na Promotoria de Justiça por Francisco Rodrigues Neto, Charles Luís dos Santos Pristes, Rosivaldo Silva dos Santos, José Raul Silva Braga, Antônio Azevedo, Divino Muniz Moreira e Claudio Ramos da Silva, os quais foram dispensados após o resultado das eleições municipais, em outubro de 2016, por meio do secretário municipal de obras Ivan de Jesus de Oliveira.

"O Executivo Municipal estava ciente da impossibilidade de distratar os temporários, após o Ministério Público ter expedido Recomendação para que fosse cumprida a Lei das Eleições, em seu art. 73, V, abstendo-se, entre outras coisas, de demitir sem justa causa, suprimir ou readaptar vantagens, ou por outros meios dificultar ou impedir o exercício funcional e, ainda, ex oficio, remover, transferir ou exonerar servidor público, na circunscrição do pleito, sob pena de nulidade de pleno direito", afirmou o promotor de Justiça Nadilson Gomes.

"Apesar do recebimento da Recomendação, os servidores municipais temporários em discussão foram distratados. A ação civil ressalta que os servidores nunca trabalharam como terceirizados e cumpriram a jornada de trabalho normal como quaisquer outros servidores, não sendo diaristas. Mesmo não sendo-lhes dado contracheques e firmado contrato de trabalho escrito", argumentou Gomes na ação.

A situação não foi regularizada e os servidores municipais comparecem outras vezes ao Ministério Público.

Segundo o promotor Nadilson, até hoje o executivo municipal não se manifestou sobre o ocorrido, violando uma importante Lei Federal, além de também violentar a dignidade do funcionalismo municipal, sendo este composto em sua maioria, por pessoas muito humildes que têm no seu salário a sua única forma de sustento, a garantia para a satisfação de necessidades fundamentais e indisponíveis.

Na ação, o Ministério Público alega que a prefeita, os secretários de obras e de saúde praticaram ato de improbidade previsto no art. 11, Caput, e inciso II, da Lei nº 8.429/92, requerendo seus afastamentos.

Pedidos

O representante do Ministério Público requer na ação seja determinado ao município de Primavera, através da gestora municipal, a reintegração imediata de todos os servidores públicos municipais, com o pagamento dos salários a partir da data dos distratos e que se abstenha de distratar os servidores temporários remanescentes, enquanto estiver em vigor a proibição da Lei das Eleições.

A gestora deverá também regularizar o pagamento dos servidores temporários, especialmente do Francisco Rodrigues Neto, Charles Luís dos Santos Pristes, Rosivaldo Silva dos Santos, Jose Raul Silva Braga, Antônio Azevedo, Divino Muniz Moreira e Claudio Ramos da Silva.

Alternativa e subsidiariamente, requer ainda o Ministério Público o bloqueio das contas públicas municipais, no montante, de até 60%, na hipótese de descumprimento da tutela de urgência pleiteada, bem como o afastamento liminar da Cleuma Maria Bezerra de Oliveira, Ivan De Jesus de Oliveira e Leo Antonio Figueiredo de Oliveira, do exercício dos cargos de prefeita do Município de Primavera, secretário Municipal de Obras e secretário Municipal de Saúde, respectivamente, por ser medida necessária à instrução processual.

Ao final do processo o Ministério Público quer a condenação de Cleuma Maria Bezerra de Oliveira, Ivan de Jesus de Oliveira e Leo Antonio Figueiredo de Oliveira à perda da função pública, a suspensão dos direitos políticos, pelo período de cinco anos, ao pagamento de multa civil de até cem vezes o valor da remuneração recebida e à proibição de contratar com o Poder Público ou receber benefícios ou incentivos fiscais ou creditícios, direta ou indiretamente, ainda que por intermédio de pessoa jurídica da qual seja sócio majoritário, pelo prazo de três anos.

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

TRAIRÂO : 9 MORTOS EM GRAVE ACIDENTE ENTRE MICRO-ÕNIBUS E CARRETA

Resultado de imagem para acidente caracol trairaoUm gravíssimo acidente aconteceu na tarde deste domingo, 20 de novembro, próximo a comunidade Tucunaré, há cerca de 18 km do distrito de Caracol, município de Trairão, oeste do estado.
Segundo informações o acidente aconteceu entre um micro-ônibus e uma carreta e deixou um saldo de nove mortos.  Ambulância de Caracol e Trairão prestaram socorro as vitimas. Militares do corpo de bombeiros de Itaituba foram acionados e se dirigiram ao local do acidente. Todos os feridos foram levados para o Hospital Municipal de Itaituba. Os motoristas dos dois veículos morreram no local. Duas pessoas morreram a caminho do hospital.
 
 
 
 

sábado, 19 de novembro de 2016

ULIANÓPOLIS : JUIZ ELEITORAL DETERMINA A QUEBRA DO SIGILO BANCÁRIO DE TODOS OS DOADORES DE CAMPANHA DE PREFEITA ELEITA

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O juiz Thiago Escórcio, titular da 84 zona eleitoral, atendendo a pedido de impugnação impetrado pela coligação "Podemos Fazer Diferente", de Kelly Destro e Suely Resende, determinou a quebra do sigilo bancário da prefeita eleita Neusa de Jesus Pinheiro e de seus doadores de campanha nas eleições municipais deste ano. As pessoas que tiveram o sigilo quebrado são : LUCIANA DA SILVA GINELI BRAGA, JOVANE DA SILVA CUNHA, JOSE GERALDINO DA SILVA FERREIRA, MARCEL SILVA GINELI, ALDENICE SIQUEIRA FARIAS, MARCONE MATOS OLIVEIRA E KATIA ALMIRA DE SOUZA FREITAS.

Na ação protocolada na justiça eleitoral, a coligação aponta uma série de indícios de irregularidades que teriam sido praticados pela candidata Neusa Pinheiro, dentre os quais elevado número de doações de servidores públicos, doações efetuadas por beneficiários do BOLSA FAMÍLIA, limite de gastos de publicidade ultrapassados, omissão de declaração de bens por parte da candidata Neusa Pinheiro, locação de carros de som com valores muito abaixo do teto praticado no mercado e propaganda sem identificação.

Ao determinar a quebra do sigilo, o juiz levou em conta a alegação da requerente frisando que várias doações foram depositadas no mesmo instante, por vários doadores, o que reforça a tese de FRAUDE ELEITORAL.

OUTRO LADO- O Blog tentou, insistentemente, contato telefônico com a prefeita Neusa Pinheiro. No entanto, a mesma não atendeu as ligações. No exercício do amplo direito ao contraditório, este Blog aguarda o posicionamento da candidata.

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

ITAITUBA : PROMOTOR ABANDONA PLENÁRIO E JURI DE ACUSADOS DE MATAR ADVOGADO É SUSPENSO

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O julgamento de Albenor Moura de Souza e Luiz Miguel Rodrigues Lobo foi suspenso na tarde desta quinta-feira (17), no Fórum Criminal de Belém. Os dois homens são acusados de participação no assassinato do advogado Raimundo Messias Oliveira de Souza, morto em setembro 2003, no município de Itaituba, no oeste do Pará, devido a uma suposta dívida de combustível no valor de R$ 1 milhão.

O julgamento começou nesta manhã, mas durante a tarde, quando começaria a fase de interrogatórios. O Ministério Público do Pará (MPE) pediu a leitura e a exibição de depoimentos de testemunhas de acusação que não puderam comparecer ao fórum e o juiz não autorizou. A promotoria decidiu deixar a tribuna e o julgamento foi suspenso.

O MP informou que abandonou o júri porque houve o desaparecimento de peças e por ter todos os requerimentos negados pelo juiz. O Tribunal de Justiça do Pará informou que vai marcar uma nova data para o julgamento.

Para a defesa tudo não passou de uma manobra do MPE.“Uma manobra nítida de abandono de plenário, não quiseram ficar ate o final. Sabiam e sabem da inocência dos acusados”, disse Claudio Dalledone Júnior, advogado de defesa.

Entenda o caso


 O crime aconteceu em 27 de setembro de 2003, mas o corpo do advogado só foi encontrado 55 dias depois, em um poço desativado. O corpo foi encontrado sem os dedos e com sinais de tortura. O poço ficava dentro de um terreno, em um antigo posto de combustível de Albenor.

O assassinato teria sido motivado por uma dívida de mais de R$ 1 milhão que o acusado Albenor Moura cobrava da Cooperativa de Mineração Garimpo Roxo, onde a vítima prestava serviços como advogado.

Márcio Souza é filho da vítima e também está atuando como assistente de acusação no caso. “Vamos usar o que tem nos autos. Que foi um homicídio brusco, já que foi encontrado o corpo do meu pai sem mãos, com o pescoço cortado e as pernas queimadas”, afirmou.

ITAITUBA ; ENVOLVIDOS NA MORTE DE ADVOGADOS SENTAM NO BANCO DOS RÉUS EM BELÉM

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Iniciou na manhã desta quinta-feira (17), no Fórum Criminal de Belém, o julgamento de Albenor Moura de Souza e Luiz Miguel Rodrigues Lobo. Os dois homens são acusados de participação no assassinato do advogado Raimundo Messias Oliveira de Souza, morto em setembro 2003, no município de Jacareacanga, no oeste do Pará, por causa de uma suposta dívida de combustível no valor de R$ 1 milhão.
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Na manhã de hoje, a justiça espera ouvir 12 testemunhas entre acusação, defesa e informantes do processo. Todas elas são da comarca de Itaituba, onde o crime ocorreu, mas com o júri desaforado pra Belém. A sessão será presidida pelo juiz Cláudio Henrique Lopes Rendeiro.

A promotoria vai ser representada por Alexandre Tourinho, Lizete de Lima Nascimento e o advogado assistente da acusação Márcio Sousa, que é filho da vítima. Os réus serão representados pelos advogados  Cláudio Dalledone júnior, Caio fortes Matheus e Eduardo Imbiriba de Castro.

Segundo o inquérito policial, a vítima mantinha uma disputa com empresários locais por uma cooperativa de mineração na região do Porto Rico, em Jacareacanga. O advogado foi dado como desaparecido, até que seu corpo foi encontrado 50 dias depois, enterrado em um poço desativado localizado no posto de combustível de um dos acusados.

EX-GOVERNADOR DO RIO, SERGIO CABRAL É PRESO ACUSADO DE COBRAR PROPINA NAS OBRAS DO MARACANÃ

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A Polícia Federal, em ação conjunta com o Ministério Público Federal (MPF) e a Receita Federal, deflagrou nesta quinta-feira, 17, a Operação Calicute com o objetivo de investigar o desvio de recursos públicos federais em obras realizadas pelo governo do Estado do Rio de Janeiro. O prejuízo estimado é superior a R$ 220 milhões.

O ex-governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), foi preso preventivamente. O peemedebista estava em sua casa, no Leblon, zona sul da capital, e foi levado pela PF sob gritos de “ladrão” de cidadãos.
Em nota, a PF informou que a apuração em curso identificou fortes indícios de cartelização de grandes obras executadas com recursos federais mediante o pagamento de propinas a agentes estatais, incluindo um ex-governador do Estado do Rio de Janeiro, além de outros fatos.

Duzentos e trinta policiais federais cumprem 38 mandados de busca e apreensão, 8 mandados de prisão preventiva, 2 mandados de prisões temporárias e 14 mandados de condução coercitiva expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, bem como 14 mandados de busca e apreensão, 2 mandados de prisão preventiva e 1 mandado de prisão temporária expedidos pela 13ª Vara Federal de Curitiba.

São investigados os crimes de pertencimento à organização criminosa, corrupção passiva, corrupção ativa, lavagem de dinheiro, entre outros. Também participam das diligências dezenove procuradores do MPF e cinco auditores fiscais da Receita.

A Operação Calicute é resultado de investigação em curso na força-tarefa da Operação Lava Jato no Estado do Rio de Janeiro em atuação coordenada com a força-tarefa da Operação Lava Jato no Paraná.