EXCELÊNCIA EM QUALIDADE

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sexta-feira, 7 de novembro de 2014

POLICIA IDENTIFICA PROPRIETÁRIO DE CARRO INCENDIADO COM CORPO EM BELÉM

Veículo foi encontrado em chamas nas proximidades da estrada da Ceasa. Polícia não descarta que crime possa ter ligação com série de crimes.
 
 
 
 
A Polícia Civil divulgou na manhã desta sexta-feira (7) que identificou o proprietário do carro encontrado em chamas, cujo interior abrigava um corpo carbonizado, nas proximidades da estrada da Ceasa, no bairro do Curió-Utinga, em Belém, na noite da última quinta-feira (6).
 
Segundo a polícia, o veículo pertence ao empresário Antônio Júnior Moraes da Silva, de 29 anos, que desapareceu após sair de casa, no bairro do Tapanã, no carro de mesma marca e placa do veículo encontrado no local do crime. Porém, ainda não é possível afirmar que o corpo carbonizado seja do empresário.
 
Polícia não descarta que crime possa ter ligação com a série de 11 assassinatos que ocorreram entre a noite de terça-feira (4) e a madrugada de quarta (5) na capital paraense. "A polícia trabalha com várias linhas de investigação e todas elas serão checadas", informou a delegada Maria Lúcia Santos.
 
Ainda de acordo com a polícia, a identificação do carro foi possível graças à localização da placa e ao contato feito com a esposa de Antônio Júnior, que confirmou que o marido saiu de casa por volta de meio-dia da quinta-feira, e que ele é dono de um carro de mesmo modelo, cor e placa do veículo encontrado. Desde esse horário, ela afirma que não consegue falar por telefone com o marido.
 
De acordo com informações da polícia, a mulher informou que o marido trabalhava com vendas de confecções e serviu quatro anos no Exército. Um inquérito policial foi instaurado e enquanto aguarda os laudos periciais, a Divisão de Homicídios prosseguirá as investigações. O inquérito tem prazo legal de até 30 dias para ser concluído.
 
Segundo o Centro de Perícias Científicas (CPC) Renato Chaves, o corpo será necropsiado na manhã desta quinta e aguarda a presença de familiares para que seja realizado o exame de DNA, o único capaz de revelar a identidade da vítima, dado seu alto estado de carbonização.
 
Vídeo
Segundo a Polícia Militar, uma testemunha filmou o momento em que a suposta vítima era agredida durante a tarde de quinta-feira, no bairro da Pedreira, dentro de um carro que possuía as mesmas características do veículo incendiado na estrada da Ceasa.
"O que nós podemos ver na filmagem é que o carro balança algumas vezes. Na filmagem, que dura 40 segundos a um minuto, a buzina é acionada, provavelmente pela vítima. As características desse carro batem com o encontrado na mata da Ceasa", afirmou o capitão da PM Luiz Henriques.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

POLICIAL MILITAR DIVULGA NOTA NAS REDES SOCIAIS SOBRE MATANÇA EM BELÉM NA MADRUGADA DE HOJE

Um PM que solicitou o anonimato postou há pouco a seguinte mensagem em grupo do WhatsApp:
Senhores e senhoras, bom dia! queria deixar aqui um esclarecimento sobre os fatos ocorridos para que não se tomem como verdade essas muitas notícias desencontradas pelas redes sociais e que não tomem um juízo de valor e saiam criticando ou crucificando pessoas ou instituições.
  1. O Policial que morreu não estava em serviço e nem fardado. Ele estava afastado de suas funções há alguns anos devido a um problema de saúde  (levou um tiro no joelho há alguns anos atrás e estava na junta de saúde);
  2.  
  3. Ele já foi da COE e da Rotam, mas devido ao problema de saúde, estava agregado na junta regular de saúde, porém era muito bem quisto devido sua coragem e companheirismo com os demais policiais, segundo informações já prendeu e matou muitos vagabundos (ladrões e traficantes) em operações policiais;
  4.  
  5. Ele trabalhava para si, com sistemas de vigilância patrimonial  (instalação de alarmes e câmeras de segurança);
  6.  
  7. Era muito conhecido, temido e prometido pela vagabundagem  não só do Guamá e TF, mas de toda a Região Metropolitana de Belém;
  8.  
  9. Tudo indica que o PM foi executado por pessoas ligadas ao tráfico de drogas.
  10. Além da morte do PM, foram confirmados mais 9 Homicídios em bairros diversos  num total de 10 homicídios só  em Belém, tendo ou não,  envolvimento com o caso (1 Guamá, 4 Terra Firme, 2 Jurunas, 01 marco, 01 Tapanã e 01 no Sideral);
  11.  
  12. Nenhum policial militar fardado e em serviço trocou tiro, acertou ou matou algum envolvido;
  13. Existem indícios de execuções em todos os crimes, porém, de autoria desconhecida, pessoas em motos passavam e atiravam em locais conhecidos por se tratar de áreas críticas e pontos de drogas;
  14.  
  15. Se houve policiais envolvidos nos crimes, eles estavam a paisana e fora de serviço e muito provavelmente que não trabalham na área do BPM;
  16.  
  17. Todos os oficiais do 20º BPM foram convocados para fiscalizar o serviço nos bairros da jurisdição  (Guamá, Terra Firme, Cremação, Condor, Jurunas e Batista Campos ) junto com uma equipe  da Corregedoria da PM, não constatando nenhum abuso por parte dos policiais de serviço”.

SOBE PARA NOVE O NÚMERO DE PESSOAS MORTAS EM MADRUGADA SANGRENTA EM BELÉM. PMs SÃO APONTADOS COMO AUTORES DE CHACINA

Vítimas serão identificadas na manhã desta quarta-feira, 5.
Divisão de Homicídios irá investigar relação entre as mortes.
 
 
 

POLICIA MILITAR E POLICIA CIVIL DIVULGAM NOTA SOBRE ASSASSINATOS REGISTRADOS NESTA MADRUGADA EM BELÉM DEPOIS DA MORTE DE CABO DA ROTAM

De acordo com informações oficiais do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves foram registradas na noite desta terça-feira (04) oito mortes em Belém, sendo quatro no bairro Terra Firme, uma no Marco, uma no Guamá, uma no Jurunas e uma no Sideral.

No início da noite, o cabo da PM Antonio Figueiredo foi morto em circunstâncias ainda em investigação e não estava em serviço. Os comandos de policiamento da capital foram acionados para identificação e captura dos criminosos.

As vítimas aguardam identificação e as mortes ocorridas nesta noite estão sendo investigadas pela Divisão de Homicídios da Polícia Civil para verificar a existência de relação entre os diferentes casos.

O Comando Geral da Polícia Militar também acionou a Corregedoria da Corporação para apurar quaisquer denúncias relativas aos casos. Também determinou reforço das equipes através do Comando de Missões Especiais e do serviço de inteligência da Corporação.

O Comandante Geral da Polícia Militar, Coronel Daniel Mendes, também acionou o gabinete interinstitucional para monitoramento e controle da situação. Diante das informações desencontradas e sem qualquer fundamento espalhadas por redes sociais, o Sistema de Segurança Pública informa ainda que também irá apurar, através da Corregedoria e da Inteligência, não só os casos específicos dos homicídios, mas também os responsáveis pela disseminação e compartilhamentos de informações inverídicas que acabaram por gerar um ambiente de preocupação na população sem qualquer correspondência com a realidade. 

CHACINA EM BELÉM : OITO PESSOAS ASSSASSINADAS DEPOIS DA MORTE DE CABO DA ROTAM



De acordo com o jornal Folha de São Paulo, pelo menos 8 pessoas foram mortas na madrugada desta quarta-feira, 05, em Belém, depois que um  cabo da ROTAM, foi morto a tiros na noite de ontem , no bairro do Guamá.  

Desde a morte do policial, começaram a pipocar notícias nas redes sociais dando conta de que a Rotam estaria promovendo uma verdadeira chacina em Belém, para vingar o policial morto. A secretaria de Segurança Pública do Pará já confirmou 8 mortes.   rotam




Modelo - Foto do Blog do Cultura

A Ronda Ostensiva Tática Metropolitana (ROTAM) é apontada como autora de uma chacina em Belém na madrugada de terça (04) para quarta (05) em retaliação à morte do cabo Figueiredo. O policial era conhecido pelos “esculachos” e execuções de muitos jovens nas periferias da cidade, fato que fez sua morte ser amplamente comemorada em diversos bairros periféricos.
 
Os números na internet ainda são pouco precisos mas um jornal local aponta pelo menos 20 mortos e o Centro de Perícias Renato Chaves em Belém já confirma pelo menos 4 das mortes em nota oficial. Segundo relatos da internet, os bairros Terra Firme, Guamá, Barão, Distrito, Tapanã, Marco, Jurunas, Bengui, Canudos e Cremação foram os que tiveram registros de tiros e policiais mascarados. Todos esses são bairros pobres da capital paraense.
 
No bairro da Terra Firme, o cobrador de ônibus Bruno de Souza Gemaque, de 20 anos, foi assassinado na rua São Domingos. Na passagem Brasília, a vítima foi um adolescente de 16 anos e, na passagem Gabriel Pimenta, Jefferson Cabral Reis, de 27 anos, também foi executado friamente.



A ROTAM anunciou a chacina em sua página oficial nas redes sociais e o sargento Rossicley Silva chegou a convocar “o máximo de amigos para dar resposta” através de seu Twitter pessoal.

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O terror tomou conta de diversos bairros da região metropolitana de Belém do Pará nesta última madrugada. Após o assassinato de um policial, o cabo Figueiredo, membro da Ronda Ostensiva Tática Metropolitana (Rotam – PM), áudios e postagens em redes sociais anunciaram que haveria acerto de contas.

Durante toda a madrugada, denúncias ocuparam as redes sociais, relatando ações de milicianos em diversos  bairros, gravações de áudios e videos com flagrantes das ações se espelharam. Há a informação – ainda não oficial – de que dezenas de pessoas teriam sido assassinadas.

Segundo relato de um morador da região e ativista de direitos humanos, os bairros afetados pela ação das milícias foram Terra Firme, Guamá, Barão,Distrito, Tapanã, Marco, Jurunas, Bengui, Canudos e Cremação, bairros majoritariamente negros.

Caso se confirme, será uma das maiores chacinas dos últimos tempos, e pior, devidamente anunciada.




Modelo - Foto do Blog do Cultura
A Ronda Ostensiva Tática Metropolitana (ROTAM) realizou uma chacina em Belém na madrugada de terça (04) para quarta (05) em retaliação à morte do cabo Figueiredo. O policial era conhecido pelos “esculachos” e execuções de muitos jovens nas periferias da cidade, fato que fez sua morte ser amplamente comemorada em diversos bairros periféricos.
Os números na internet ainda são pouco precisos mas um jornal local aponta pelo menos 20 mortos e o Centro de Perícias Renato Chaves em Belém já confirma pelo menos 4 das mortes em nota oficial. Segundo relatos da internet, os bairros Terra Firme, Guamá, Barão, Distrito, Tapanã, Marco, Jurunas, Bengui, Canudos e Cremação foram os que tiveram registros de tiros e policiais mascarados. Todos esses são bairros pobres da capital paraense.
No bairro da Terra Firme, o cobrador de ônibus Bruno de Souza Gemaque, de 20 anos, foi assassinado na rua São Domingos. Na passagem Brasília, a vítima foi um adolescente de 16 anos e, na passagem Gabriel Pimenta, Jefferson Cabral Reis, de 27 anos, também foi executado friamente.
A ROTAM anunciou a chacina em sua página oficial nas redes sociais e o sargento Rossicley Silva chegou a convocar “o máximo de amigos para dar resposta” através de seu Twitter pessoal.
rotam
Página oficial da ROTAM – PA anuncia que “a caça começou”

Sargento convoca “o máximo de amigos” para vingar o policial
Arquivos de áudio também mostram um Policial Militar anunciando os bairros onde haveriam chacinas e alguns relatos de populares sobre o que está se passando no bairro Terra Firme, assim como os possíveis motivos das execuções em massa.
Áudio | “Hoje ninguém segura ninguém!” – Policial Militar anuncia os bairros onde ocorrerão as chacinas
“Meu tio é major e disse”, jovem comenta sobre retaliação e a ordem dos oficiais para matar.
“Muitos corpos no chão”, mulher comenta chacina na Terra Firme, um dos bairros com conflito mais intenso.
Essa chacina em Belém, promovida por policiais militares movidos pela sede de vingança, traz à tona a a completa ineficácia da guerra às drogas e a necessidade real de uma discussão séria sobre a legalização das drogas no Brasil. A motivação de todo esse sangue derramado foi a morte de um policial em confronto com o tráfico por força da guerra às drogas. Por sua vez, a morte desse policial foi comemorada em diversos bairros pobres da cidade pelo fato do mesmo ter promovido diversos “esculachos” e execuções nessas periferias empobrecidas. O que legitima isso? A necessidade de se “combater” as drogas. Legalizando, tira-se as drogas das mãos do tráfico e as coloca onde deve: dentro das drogarias.
Provavelmente os grandes noticiários  ainda construirão suas narrativas a partir da “guerra necessária” contra o tráfico e exaltarão essa guerra sem lógica e os policiais mortos. Aos traficantes pobres, restará a legitimação de suas mortes. Afinal, para a grande mídia e consequentemente o senso comum, bandido bom é bandido morto e traficante tem mesmo é que morrer. E nessa guerra do bem contra o mal, quem continua pagando com suas vidas são os jovens negros e pobres das periferias que morrem dia após dia, chacina após chacina. Resta a pergunta: guerra às drogas até quando?
 
 

terça-feira, 4 de novembro de 2014

TEMPESTADE PROVOCA ESTRAGOS EM ALTAMIRA

A força da água arrastou veículos e derrubou paredes e muros de várias residências.

A cidade de Altamira, no oeste paraense, amanheceu em meio ao caos após a forte tempestade que atingiu a cidade na noite desta segunda-feira (03). A chuva, acompanhada de fortes ventos causou estragos em toda a cidade. Os comerciantes e moradores usaram as primeiras horas da manhã desta terça-feira (04) para limpar a sujeira causada pela tempestade. Em vários pontos da cidade há árvores caídas interrompendo o trânsito.

Os prejuízos também foram visíveis nas faixadas das empresas. Além do alagamento em várias vias pública da cidade, a tempestade também causou um apagão. Vários postes foram derrubados junto com a fiação, deixando os moradores de Altamira por mais de 10 horas sem energia. A força da água arrastou veículos e derrubou paredes e muros de várias residências, entre eles a da Escola Polivalente, que fica no centro da cidade. “Foi a pior chuva que eu já vi nos últimos tempos, a gente nunca viu casas destruídas, árvores caídas nessas proporções, o estrago nas casas isso nunca vimos”, completa a professora Ioneide Felipe.

O temporal também prejudicou o trânsito no centro e na periferia da cidade. Os bueiros transbordaram alagando praticamente todas as ruas, o que causou um congestionamento em várias vias pública.

Prefeitura, Corpo de Bombeiros e Defesa Civil estão trabalhando de forma integrada. São equipes divididas por toda a cidade realizando avaliações dos prejuízos causados pelo temporal. Até o momento foram constatadas que várias famílias foram prejudicas, porém nenhum foi desabrigada até o momento. Mais de 30 árvores foram derrubadas e em alguns bairros até agora (30 horas depois) o restabelecimento da energia elétrica ainda não voltou. “Nosso primeiro passo está sendo desobstruir as vias para viabilizar o trafego das pessoas e veículos e a partir daí é que a gente vai ver os outros casos”, frisou o cap. Celso Piquet, do Corpo de Bombeiros de Altamira

MINISTÉRIO DO TRABALHO PROCESSA TRANSBRASILIANA PELA PRÁTICA DE TERCEIRIZAÇÃO ILEGAL DE SERVIÇOS

Empresa de transporte rodoviário criou empresa de fachada para sonegar direitos trabalhistas
 
O Ministério Público do Trabalho obteve a condenação da empresa Transbrasiliana, que praticou terceirização de atividades fins, prática ilícita, conforme reconhecido por sentença prolatada em outubro pela 1ª Vara do Trabalho de Marabá. A empresa, em suma, foi condenada a: abster-se de praticar a terceirização ilícita, sob pena multa no valor de R$ 100 mil, acrescido de R$ 10 mil por trabalhador encontrado em situação irregular e a pagar uma indenização por dano moral coletivo no montante de R$ 500 mil.
 
A sentença, de procedência, foi prolatada nos autos de Ação Civil Pública ajuizada em junho de 2014 pela Procuradoria do Trabalho em Marabá (PTM-Marabá), como resultado das investigações perpetradas em inquérito civil instaurado em 2013.
A fraude consistiu em utilizar-se de intermediação de mão de obra contratada por outras empresas, para exercer atividades que estavam inseridas no próprio objeto social da Transbrasiliana, ou seja, para realizar as suas atividades finalísticas.
 
A terceirização da execução dos serviços e atividades essenciais à existência de uma empresa é uma violação aos artigos 1º e 3º da CLT, e contrário ao ordenamento jurídico que admite a terceirização unicamente nas hipóteses de serviços em atividades de vigilância, limpeza ou conservação, trabalho temporário, ou, ainda, segundo entendimento da Súmula 331 do TST, em atividade-meio, desde que inexista pessoalidade e subordinação.
 
A terceirização ilícita traz consequências graves para o trabalhador, para o Estado, para o movimento sindical e para a sociedade, como precarização das relações de trabalho, fragmentação da categoria profissional; redução da base de cálculo de aprendizes e de pessoas com deficiência; discriminação em relação a trabalhadores terceirizados; elevação dos índices de acidentes de trabalho; descumprimento da legislação trabalhista pelas empresas contratadas; sonegação de FGTS, contribuições previdenciárias e fiscais, dentre outras.
A decisão está sujeita a Recurso ao Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região.

Nº Processo TRT8: 0000795-41.2014.5.08.0107

 
Ministério Público do Trabalho
Assessoria de Comunicação

VACINAÇÃO CONTRA FEBRE AFTOSA SEGUE ATÉ O FIM DE NOVEMBRO


Prossegue em todo o Estado, até o dia 30 deste mês, a última das cinco etapas de vacinação exigidas pelo Ministério de Agricultura para o ano de 2014, por meio do Programa Nacional de Erradicação de Febre Aftosa (Pnefa). A meta é vacinar mais de 20 milhões de cabeças de bovídeos distribuídas em mais de 110 mil propriedades cadastradas na Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará), em 130 municípios, nas regiões sul, sudeste, nordeste e Baixo Amazonas.

Não precisam ser vacinados, nesta etapa, 584.540 bubalinos da Ilha do Marajó, onde o período de vacinação se encerrou em 15 de outubro deste ano, e ainda os bovídeos de propriedades localizadas nos municípios que integram a Zona de Proteção (Faro, Terra Santa e parte de Juruti). Nos 144 municípios do Pará, estão devidamente cadastradas na Adepará 111.397 propriedades, que juntas reúnem – segundo os dados das últimas contagens feitas por ocasião das etapas do calendário de vacinação em 2014 – 20.893.720 milhões de cabeças de bovídeos (bois e bubalinos).

Esse quantitativo colocou a Pará em situação de destaque, assumindo a terceira colocação entre os Estados brasileiros em número de cabeças de bovídeos. A expectativa é que, do mês de maio até novembro, o número do rebanho paraense aumente. A previsão da Adepará é que o quantitativo ultrapasse as 21 milhões de cabeças.

O número do rebanho varia, assim como o número de propriedades cadastradas. Em São Félix do Xingu, por exemplo, um total de 5.420 propriedades reúne mais de 2,3 milhões de cabeças de bovídeos. Novo Repartimento tem 951.947 mil cabeças, distribuídas pelas 5.694 propriedades cadastradas na Adepará. O município de Itupiranga comporta mais de 562,5 mil bovídeos, distribuídos em mais de três mil propriedades. Em Conceição do Araguaia, 3.028 propriedades cadastradas reúnem um rebanho de 301,3 mil cabeças.

Status - Os produtores rurais que têm propriedades nos 130 municípios que participam da segunda etapa de vacinação contra febre aftosa têm até o dia 15 de dezembro de 2014 para informar à Adepará a execução da vacinação e o quantitativo de bois e bubalinos vacinados. “A vacinação é uma importante ferramenta para garantir a imunização do rebanho e a continuidade do status sanitário de livre de febre aftosa, reconhecimento conferido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) ao Pará, em maio deste ano”, diz o gerente do Programa Estadual de Erradicação da Febre Aftosa, da Adepará, George Francisco Souza Santos.

Cabe à Adepará acompanhar a vacinação em todo o território paraense. A agência também estabelece metas de vacinação assistida em propriedades de risco (acompanhadas por servidores da instituição) e em alguns municípios em propriedades rurais sorteadas. Tanto a vacinação como a comprovação são etapas obrigatórias, e todos os bovinos e bubalinos devem ser vacinados, incluindo os bezerros recém-nascidos.

Estabelecimentos credenciados pela Adepará oferecem a vacina ao produtor rural no valor de R$ 1,05 (podendo sofrer algumas pequenas variações no preço da dose). Ao comprar a vacina, o produtor deve atentar para a nota fiscal ou comprovante de vacinação, documentos que devem ser apresentados no período da notificação. O produtor que não vacinar o rebanho ficará sujeito às penalidades previstas na legislação, como ficar impedido de tirar a Guia de Trânsito Animal (GTA), e ainda pagar multa até que a situação seja regularizada.

A febre aftosa é uma doença altamente contagiosa que provoca febre e aftas na boca e, nos cascos dos animais, prejudica a locomoção e a alimentação do rebanho. Os animais atingidos pela doença ficam com a produção de leite e carne comprometida. Além disso, o rebanho perde valor, comprometendo o comércio municipal, estadual, nacional e internacional de carne, leite e outros produtos derivados. Isso traz prejuízo ao produtor e causa danos econômicos e sociais.

O Pará está entre os Estados brasileiros de maior cobertura vacinal. O resultado da primeira etapa de vacinação contra febre aftosa no Pará, no primeiro semestre de 2014, foi de 98,47%, oito pontos percentuais acima da meta exigida pela OIE, que é de 90%, e acima da média nacional, que foi de 97,55% de cobertura vacinal. No mesmo período de 2013, o Pará alcançou o índice de 98,68%.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

400 PESSOAS PASSAM MAL DEPOIS DE CONSUMIREM ALIMENTO EM LANCHONETE DE CASTANHAL

Vigilância Sanitária informou que pacientes comeram em lanchonete.
Local já foi interditado e material foi recolhido para análise.
Do G1 PA
 
Cerca de 400 pessoas precisaram ser atendidas em hospitais de Castanhal, no nordeste do Pará, após comerem em uma lanchonete. Somente na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Castanhal, cerca de 200 pessoas já deram entrada com quadro de vômito e diarreia.
 
De acordo com a Vigilância Sanitária, desde a última sexta (31) até esta segunda-feira (3), os pacientes estão se dirigindo às unidades de saúde particulares e públicas com sintomas de intoxicação alimentar. As pessoas relatam que se sentiram mal depois de comer em uma lanchonete tradicional da cidade. A Vigilância Sanitária já interditou a lanchonete e recolheu material para análise.

domingo, 2 de novembro de 2014

MPF PEDE REVOGAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA DE ÍNDIO PRESO EM MARABÁ


O Ministério Público Federal (MPF) enviou à Justiça Federal de Marabá pedido de reconsideração para que seja revogada a prisão preventiva decretada contra o cacique Elton Jhon Suruí, 28 preso na última quarta-feira (29). Para o MPF, não estão presentes os requisitos mínimos que justifiquem a prisão preventiva. Nem o MPF, nem a Fundação Nacional do Índio (Funai) foram ouvidos pelo juiz federal Heitor Moura Gomes, que decretou a prisão.

O cacique Elton Suruí é importante liderança do povo Aikewara, também conhecidos como Suruí do Pará, e vem conduzindo, desde 2013, uma série de mobilizações reivindicando a solução de problemas no atendimento à saúde do povo indígena e a compensação pela construção da BR-153, que corta a terra indígena. Os protestos, por várias vezes, ocorreram com a presença de outras etnias, também prejudicadas pela precariedade do atendimento prestado pela Secretaria de Saúde Indígena, ligada ao Ministério da Saúde.

Por fatos supostamente ocorridos no dia 5 de agosto, a delegacia da Polícia Federal de Marabá abriu um inquérito, datado do último dia 22 de setembro. Em 2 de outubro passado, o delegado responsável pela investigação enviou pedido à Funai de Marabá para que o cacique Elton comparecesse à delegacia e agendou o depoimento para o dia 3 de fevereiro de 2015. “Duas semanas após designar para fevereiro a data da oitiva, a autoridade policial representou pela prisão preventiva, sem que qualquer fato novo se vislumbre nos autos”, relata o pedido de revogação do MPF.

De acordo com relatos da mídia local, o cacique compareceu à Funai ontem (29 de outubro) para se informar sobre o inquérito e foi abordado de surpresa por agentes da Polícia Federal, que cumpriram imediatamente o mandado de prisão preventiva. Logo em seguida, o cacique foi encaminhado para Belém, onde permanece.

“Se não há urgência em ouvir o investigado, se não há prova de comoção social, se não há indício nem mesmo relatado de coação a testemunha e se o investigado não indica intenção de ausentar-se do local dos fatos, qual o motivo determinante da necessidade de segregação cautelar?”, questiona o MPF, que lembra a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal que só admite prisão preventiva após demonstração da gravidade concreta dos fatos e não apenas uma gravidade abstrata, suposta ou pressuposta.

Para o MPF, “não é razoável que, passados mais de sessenta dias dos fatos investigados, sem qualquer dado novo que aponte comoção social em decorrência deles, sem qualquer elemento que indique a coação a testemunhas ou a tentativa de fugir da aplicação da lei penal, se entenda presentes os requisitos para a decretação da prisão preventiva ao argumento de coibir atos futuros e incertos, cuja ocorrência se inferiu de investigações de atos passados”, conclui o MPF. O pedido de revogação da prisão repousa na mesa do juiz Heitor Moura deste a última quinta-feira e até o momento ainda não se pronunciou a respeito do assunto.

POLÍCIA FEDERAL PRENDE INDIO DA TRIBO SURUI EM MARABÁ

3 dias Quando chegava na sede da Funai de Marabá, na manhã de hoje, o jovem cacique Elton Jhon Suruí 28 anos acabou preso por agentes da Polícia Federal que aguardavam pacientemente pela chegada do sílvicola.


Contra o índio pesam várias acusação de crimes diversos, entre eles, cárcere privado, roubo de viaturas da Funai, extorsão a motoristas de vans, cárcere privado, interdição de rodovias entre outros.

Líder da Aldeia Itahy Suruí, em São Geraldo do Araguaia, o cacique coordenou a ocupação da BR-153, naquele município, bem como da BR-222 em Bom Jesus do Tocantins, assim como a ocupação da Secretaria Especial de Saúde Indígena em fevereiro deste ano.

Nestas ocupações teriam ocorridos os tais crimes citados em inquérito policial presidido pelo delegado Antonio Carlos Cunha Sá, que por sua vez, pediu e o juiz federal da 2ª Vara de Marabá, Heitor Moura Gomes decretou a prisão preventiva contra o índio.

Tão logo o mandado de prisão foi cumprido, no prédio da Funai em Marabá, o cacique foi conduzido até a Polícia Federal do município e  em seguida, por medida de segurança, transferido para Belém. Até o momento não foi possível conversar com representantes do cacique. 

ALUNO DE PARAGOMINAS PARTICIPA DA OLIMPÍADA NACIONAL DE LINGUA PORTUGUESA

Olimpíada é realizada a cada dois anos e premia as melhores produções de alunos de escolas públicas de todo o país

O estudante da rede pública de ensino de Paragominas, Francisco Gabriel Reis Moraes, é semifinalista da Olimpíada Nacional de Lingua Portuguesa. Com 16 anos, Francisco conseguiu se destacar numa turma de 45 alunos e chamou a atenção do seu professor Eduardo Emer, ao escrever a redação “A minha primeira virada”. Francisco é aluno do 9º ano, do Ensino Fundamental, da Escola Municipal Santo Antônio, localizada no km 12, em Paragominas.

A Olimpíada Nacional de Língua Portuguesa é realizada a cada dois anos e premia as melhores produções de alunos de escolas públicas de todo o país. Francisco participou de várias etapas: a escolar, onde concorreu com outros colegas da mesma escola; a municipal, que concorre com todos os outros alunos da Rede Pública; e a etapa regional, onde disputou com estudantes de outros municípios do Estado.

Segundo o professor Claudei de Souza, coordenador de Língua Portuguesa da Secretaria de Educação de Paragominas (SEMEC), os encontros da etapa regional tiveram por objetivo ampliar as habilidades de leitura e escrita e o universo cultural dos alunos. “Além de desenvolver, com os professores, atividades destinadas a contribuir para a melhoria da qualidade do trabalho docente”, explica.

Olímpiada de Língua Portuguesa – O evento começou no dia 28 de outubro, em Belo Horizonte, onde foi realizada, até o dia 30, a primeira oficina regional, da categoria Poema, de uma série de outras quatro sobre gêneros textuais. De 3 a 5 de novembro, já em Maceió, os semifinalistas participam das oficinas memórias literárias. Em Porto Alegre, será realizada, de 10 a 12 de novembro, a oficina de crônica, na qual o aluno de Paragominas participa. Em Brasília acontece, de 17 a 19, a oficina de artigos de opinião.

No total, mil pessoas participam dos três dias de intensas atividades, com reescrita de textos, leituras, encontros especiais, palestras, passeios, além da oportunidade de conhecer colegas de todos os cantos do país. Desses, 500 são estudantes e 500 professores. Os 38 textos por categoria dos alunos finalistas que seguem para a Etapa Nacional são escolhidos e anunciados para o público nas mesmas datas e locais dos encontros regionais. A Comissão Julgadora Regional é composta por especialistas do Cenpec, da Fundação Itaú Social, do Ministério da Educação, das Undimes, do Consed, das universidades públicas e por professores de Língua Portuguesa.

PRINCIPIO DE INCÊNDIO CAUSA TUMULTO EM CEMITÉRIO DE BELÉM


Princípio de incêndio assusta visitantes em cemitério de Belém

Cruz onde havia grande número de velas pegou fogo neste domingo, 2.
Os próprios visitantes combateram as chamas no cemitério do Um princípio de incêndio ocorrido dentro do cemitério do Tapanã, em Belém, assustou os visitantes que prestavam suas homenagens aos entes queridos na manhã deste domingo (2), Dia de Finados.

De acordo com a 23ª zona de policiamento dos bairros da Pratinha e Tapanã, uma cruz localizada no pátio central da necrópole, onde os visitantes costumam acender velas, teria começado a pegar fogo devido à grande quantidade delas, e se propagado facilmente com a ajuda da parafina derretida.
Rapidamente os próprios visitantes combateram as chamas com a água disponível no local. Não há informação sobre feridos.

"MARINA NÃO DEIXA NADA POR ONDE PASSA, SENÃO DESTRUIÇÃO, DECEPÇÕES E RANCORES"


 
Marina
 Por onde ela passa, não nasce grama
 
* Fernando Brito (Jornalista)
 
Leio no Estadão que Marina Silva já se prepara para deixar o PSB e retornar à formação de sua Rede.O PSB, por sua vez, prepara-se para se fundir ao PPS de Roberto Freire, pernambucano corrido pelos eleitores para São Paulo, onde a Prefeitura paulistana, com José Serra, o acolheu nos conselhos da Empresa Municipal de Urbanização (Emurb) e da SPTurismo e o ajudou a voltar à Câmara, para onde agora não se reelegeu.
 
Marina sai deixando um partido em frangalhos, fadado a se unir ao PPS como sublegenda tucana, o que já é em São Paulo e no Paraná. Volta para sua Rede, onde os “sonháticos” tiveram pesadelos com Aécio e na qual, agora, vai desfilar como atração pelas mãos da herdeira do Itaú e do tucano Walter Feldman, como o ser exótico e domesticado, sempre pronto a ser lançado contra a esquerda, embora sem o charme que tinha.
 
Precisa, claro, de uma “reciclagem” em sua “cara de povo” e dela fazem parte os cabelos soltos e rebeldes, que agora brotam de uma cabeça aprisionada pelo ódio e já nada rebelde ao sistema.
Marina não deixa nada, por onde passa, senão destruição, decepções e rancores. É uma pena porque, já disse outra vez, teve uma trajetória de lutas e de superação, vinda da pobreza.
 
Mas destruiu, como um mata-pau, todos aqueles que lhes serviram de apoio. Marina Silva, que se diz a mulher da sustentabilidade e da preservação, semeia apenas a devastação,  quando se trata de convívio. Duas vezes o povo brasileiro foi-lhe generoso e generosos foram os que acharam que ela poderia vir a ser, de fato, uma nova forma de fazer política.
 
Ao atirar-se à campanha de Aécio, com o mesmo ódio no olhar, Marina perdeu o que tinha diante dos olhos de milhões de brasileiros que um dia imaginaram que ela fosse o caminho do novo. O povo brasileiro não a odeia e engana-se quem pensar assim.
 
O povão apenas a despreza, como desprezou seu apelo para votar nos inimigos deste povo, domingo passado. A antiga “fada da floresta” só deixa atrás de seus passos a terra arrasada.

FILHO AUTISTA DE JÔ SOARES MORRE AOS 50 ANOS



Jô Soares

Morreu nesta sexta (31) Rafael Soares, o filho de Jô Soares com a atriz Teresa Austregésilo. Ele estava internado no hospital Samaritano, na zona sul do Rio.
O velório está marcado para o sábado (1º), no Memorial do Carmo, às 16h. Depois, o corpo será cremado.

A morte de Rafael, 50, que era autista, foi confirmado pela assessoria do apresentador e humorista, que não informou a causa da morte.

Segundo a assessoria, o assunto é algo “muito pessoal” de Jô e, por isso, ele prefere “se preservar no momento”.

Rafael era o único filho do apresentador. Em entrevistas, ele já havia dito que a comunicação com Rafael era difícil.

Neste ano, o próprio Jô passou por problemas de saúde, quando ficou cerca de 20 dias internado no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.
Ele havia sido hospitalizado devido a uma infecção pulmonar.

EM 40 ANOS, AMAZÔNIA PERDEU 42 BILHÕES DE ÁRVORES, DIZ RELATÓRIO


Até o ano passado, o desmatamento acumulado na Floresta Amazônica, em 40 anos de análise, somou 762.979 quilômetros quadrados (km²), o que corresponde a três estados de São Paulo ou a 184 milhões de campos de futebol.

É o que revela o relatório O Futuro Climático da Amazônia, coordenado pelo pesquisador Antonio Donato Nobre, do Centro de Ciência do Sistema Terrestre do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
O relatório, divulgado na tarde desta quinta-feira (30) reúne várias estudos feitos sobre a região e é destinado à população leiga.
O objetivo é universalizar o acesso a mais de 200 estudos e artigos científicos e diminuir o que o pesquisador chama de “ignorância” sobre os problemas ambientais.
Nobre calcula que a ocupação da Amazônia já destruiu 42 bilhões de árvores, ou seja, mais de 2 mil árvores por minuto, de forma ininterrupta, nos últimos 40 anos.


Somando-se o desmatamento e a degradação (que considera áreas verdes, mas inutilizadas) da floresta, a destruição da Amazônia alcança mais de 2, 062 milhões de km².
De acordo com o relatório, o desmatamento pode pôr em risco a capacidade da floresta de rebaixar a pressão atmosférica, exportar sua umidade para outras regiões pelos chamados “rios voadores” e regular o clima, induzindo à seca.

Os efeitos sobre a Região Sudeste, mais especificamente no estado de São Paulo, que enfrenta uma grande seca, ainda estão sendo estudados, mas Nobre acredita que parte disso seja reflexo do desmatamento da Mata Atlântica e do aquecimento climático.

“Estamos na UTI climática”, afirmou o pesquisador, comparando o problema do clima ao de um paciente internado em um hospital. Segundo Nobre, é difícil prever se o “paciente” – no caso, a Amazônia – vai reagir, embora ainda exista uma solução para o problema.

“Quando se está no processo de UTI no hospital, o médico vai dizer a que horas você vai morrer? Não vai. Depende do seu organismo e de muitos fatores, e o que o médico pode fazer é o que está ao alcance dele: informar. O que estou fazendo é informando [sobre o problema ambiental na Amazônia]. E acho que tem uma solução: desmatamento zero para anteontem e replantar em esforço de guerra. Mas, antes disso, um esforço de guerra real é acabar com a ignorância”, enfatizou.
De acordo com Nobre, o esforço para zerar o desmatamento é insuficiente, já que é preciso também confrontar o passivo do desmatamento acumulado e dar início a um processo de recuperação do que já foi destruído.

“É preciso plantar árvores em todos os lugares, e não só na Amazônia”, ressaltou o pesquisador, lembrando que não podem ser plantados somente eucaliptos, como ocorre atualmente, já que esta não é a espécie mais indicada para trazer chuva.

Para ele, o governo tem uma grande tarefa a realizar e esse trabalho deve ser feito em conjunto com o Ministério Público, a Justiça, as organizações não governamentais (ONGs) e, principalmente, os cientistas, repetindo algo que foi feito após 2004, quando o Brasil alcançou o pico de área desmatada ([27,7 mil km²).

“É possível fazer acordos e todos os setores serem beneficiados”, afirmou.
Apesar de o desmatamento estar se reduzindo nos últimos anos, o Brasil ainda é o maior desmatador do mundo, afirmou Cláudio Amarante, da ONG WWF Brasil.

“Pelos dados que temos hoje, por tudo o que reduziu, o Brasil ainda é o maior desmatador do mundo, embora dependa de como isso é medido. O Brasil tem dez anos de redução de desmatamento, mas os países andino-amazônicos vêm em processo contrário: há um crescimento do desmatamento. Após o Brasil, vêm a Bolívia, o Peru, a Colômbia, a Venezuela e o Equador, do ponto de vista absoluto [de área desmatada].”

De acordo com Amarante, o controle do desmatamento no Brasil está entrando agora em sua fase mais difícil: a de combate às pequenas manchas de desmatamento, pouco visíveis por satélites.
“Até agora, o que foi possível foi conter o desmatamento que era mais fácil, o mais flagrantemente ilegal, das áreas maiores e de maior detecção. Agora vamos ter que combater as pequenas manchas de desmatamento e as feitas por pequenas propriedades ou assentamentos”, afirmou.

EX-PRESIDIÁRIO PARAENSE TEM FROTA DE TÁXIS E INVESTE EM IMÓVEIS NOS ESTADOS UNIDOS


 

Silas, empreendedor paraense

Folha de S. Paulo:

O paraense Sila da Conceição [foto], 63, saiu de casa aos sete anos e aos 19 virou batedor de carteiras em Belém. Depois de ser preso e passar pelo Carandiru, abandonou o crime e se tornou empreendedor.

Hoje é dono de uma frota de táxis em Belém e Manaus e de uma empresa de imóveis em Miami, para onde pretende se mudar com a mulher. Contou sua vida no livro “Danem-se os Normais” (Casa da Palavra).
*
Eu não sou normal. Entre 19 e 29 anos eu vivia de bater carteira. Nessa época eu tinha uma conta em banco chamada “habeas corpus”, que usava para me livrar da prisão quando era pego. Aí pensei: “Se com essa determinação, com essa disciplina, eu começar a trabalhar sério, só vai dar eu”.
Sou um cara que não sabe nem ler nem escrever, mas tenho 13 imóveis na Flórida e uma frota de cem táxis em Belém e Manaus. E mais 50 em Fortaleza que um filho cuida.

Eu roubava carteira desde os 19 anos em Belém do Pará. Tinha saído de casa aos sete anos, morei na rua, embaixo de viaduto e no mercado Ver-o-Peso. Aos 14 comecei a sair com prostitutas.
Tinha gente que matava, um monte de coisa, mas eu só batia carteira. Vim para São Paulo para ganhar respeito, virar referência, mas acabei preso. Fui duas vezes para o presídio do Carandiru.
Nessa época tinha muita superlotação. Cabiam 7.000 pessoas e tinham 10 mil. Foi aí que decidi deixar o crime.

Peguei minhas coisas, reuni alguns dos meus filhos e voltei para Belém. Eu tenho nove filhos, o mais novo tem 36 anos e hoje estão todos bem. Eu fiz muita burrada quando era mais novo, tive muitas mulheres, mas hoje estou casado.

Eu também levei minha mãe de volta para Belém, ela sempre me acompanhou. Quando roubei pela primeira vez, levei para ela o dinheiro, porque queria tirar ela daquela situação.
Fico muito emocionado quando falo da minha mãe, ela morreu há seis meses, que Deus a tenha.
Tudo o que fiz foi para ajudá-la: entrar no crime, sair do crime, largar as drogas. Eu usei tudo. Até crack. Só consegui parar em 2000. Estou há 14 anos limpo.

Quando voltei para Belém, em 1979, trabalhei em um mercado de peixe e juntei dinheiro para comprar um Fusca. Virei taxista. E coloquei na minha cabeça: vou ter uma frota de dez carros. Consegui.

Depois, queria ter 50. Aí pulei para 100. Muita gente da polícia e da Justiça acreditava que eu não ia ser um trabalhador honesto, sempre seria um ladrão. Eu sempre digo: tudo que o homem quer, o homem consegue.

Meu sonho agora é ganhar a cidadania americana e morar em Miami. Estou investindo lá por isso. Compro, reformo e alugo os imóveis. Eu sou como um cão farejador e sinto as oportunidades.
Dentro do crime eu aprendi muita coisa. Eu trouxe a experiência de sofrimento e a visão aguçada.
Quando você coloca a mão no bolso de alguém para roubá-lo, você não olha para ele. Você vê as pessoas em volta, para ver se pode, se ninguém está vendo. É um sentido a mais que eu tenho.
Também aprendi na prisão a conviver com o ser humano, bom ou ruim. O ser humano é a mola do mundo.

Tem humano nos Estados Unidos, em Belém, em São Paulo e na prisão. É esse o segredo do meu trabalho, eu vejo o ser humano, leio a mente dele.

OS NÚMEROS DA ELEIÇÃO DO 2 TURNO NO PARÁ




"TIVE MAIS FÉ DO QUE MEDO", DIZ PILOTO DE AVIÃO QUE CAIU NA AMAZÔNIA

Raimundo Lima escreveu bilhete que guiou buscas de socorristas. Avião desaparecido foi encontrado na quinta e passageiros nesta sexta (31)

O piloto Raimundo Lima, de 56 anos, contou que os mais de 20 anos de experiência na profissão ajudaram para sobrevivência do grupo  (Foto: Emily Costa/G1)
O piloto Raimundo Lima, de 56 anos, contou que os mais de 20 anos de experiência na profissão ajudaram para sobrevivência do grupo (Foto: Emily Costa/G1)
(G1) - 'Tive mais fé do que medo'', disse ao G1 o piloto Raimundo Nonato da Costa Lima, de 56 anos, que guiava o avião Cessna, U206G, matrícula PP-FFR, desaparecido no domingo (26) no interior de Roraimae encontrado na quinta-feira (30), no sul do estado. Segundo Lima, que foi resgatado nesta sexta (31) junto com os outros quatro passageiros que estavam na aeronave, os mais de 20 anos de experiência como piloto ajudaram o grupo a sobreviver durante os cinco dias na selva.
Conforme o piloto, o principal problema enfrentado pelos sobreviventes foi a fome. Eles construíram um acampamento ao lado do avião e, por três dias, aguardaram serem resgatados.
"A princípio, eu iria ficar no avião, mas o rapaz que estava conosco se desesperou e insistia para a gente ir atrás de comida e foi isso que fizemos", contou Lima, acrescentando que deixou um bilhete na aeronave. "Descrevi para onde iríamos e começamos a caminhar em busca de comida e do Rio Branco, onde buscaríamos socorro".
O piloto contou que durante os dias de fome e caminhada na selva os sobreviventes comiam uma 'frutinha amarela' e mato. "O bebê teve de ser amamentado por outra passageira, porque a mãe dele estava com hemorragia e não podia dar leite a ele", descreveu.
Lima contou ainda que o grupo decidiu permanecer unido por causa da presença de onças na região. "Eu sabia que nós estávamos a 18 quilômetros do Rio Branco, então, tínhamos de nos proteger de outras ameaças. Desta forma, iniciamos a caminhada e, por dois dias, andamos em busca de ajuda", relatou.
'O motor parou'
De acordo com Lima, o motor do avião 'simplesmente parou' durante o voo de retorno de Santa Maria do Boiaçu a Boa Vista, capital do estado. Ele contou que tentou reanimar o motor, mas não conseguiu e teve de fazer um pouso forçado na mata.
"Estávamos em uma região pantanosa e guiei o avião para a parte mais seca e fiz o pouso", narrou Lima, acrescentando que a único dano na aeronave foi causado por uma árvore. "Apenas uma asa foi danificada durante o pouso".
Questionado sobre o futuro como piloto, Lima adiantou que pretende continuar trabalhando. "Vou continuar voando e salvando vidas se necessário", concluiu.
Helicóptero da Força Aérea Brasileira desambarcou no Aeroporto Internacional de Boa Vista com os passageiros que estavam no aeronave desaparecida deste o domingo (26) (Foto: Jackson Félix/G1)
Helicóptero da Força Aérea Brasileira desambarcou no Aeroporto Internacional de Boa Vista com os passageiros que estavam no aeronave desaparecida deste o domingo (26) (Foto: Jackson Félix/G1)
Entenda o caso
A aeronave de pequeno porte seguia de Santa Maria do Boiaçú, região sul de Roraima, para Boa Vista, quando desapareceu, no dia 26. Segundo a assessoria de comunicação da Força Aérea Brasileira (FAB), o avião Cessna, U206G, matrícula PP-FFR, pertencente ao governo do estado de Roraima. Ele decolou às 11h50 e estava com o pouso previsto para as 14h, na capital. No trajeto, a aeronave perdeu a comunicação com o radar de controle aéreo e desapareceu.