EXCELÊNCIA EM QUALIDADE

EXCELÊNCIA EM QUALIDADE

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

PREFEITO DE ITAITUBA DENUNCIADO POR DISTRIBUIR COMBUSTIVEL EM CARREATA DO PMDB




A advogada Ana Patrícia Amorim de Oliveira, representante da coligação “Unidos com o Povo”,  ingressou na manhã de ontem, no cartório eleitoral de Itaituba, com o pedido de cassação do registro da candidatura do atual prefeito da cidade, Walmir Climaco de Aguiar, do PMDB, candidato a reeleição. Na ação, a coligação informa que na tarde da última terça-feira, 21 de agosto, o prefeito autorizou a farta distribuição de combustível em três postos da cidade, para a realização de uma carreata que contaria com a presença do senador Jader Barbalho e do prefeito de Ananindeua, Helder Barbalho. De acordo com os representantes da coligação, Walmir Climaco também determinou que carros oficiais da prefeitura, conduzidos por funcionários públicos municipais, também participassem da carreata.

Na representação, a coligação informa que a promotora eleitoral foi informada sobre os crimes que estavam sendo praticados pelo atual prefeito, sendo que a representante do MP não tomou providências para cessar a doação do combustível, que estava sendo distribuído, por conta da prefeitura da cidade, pelos postos Dado, Equador e São Mateus, todos fornecedores da municipalidade. Na representação pedindo a cassação do registro do prefeito, a coligação anexou várias fotos registrando uma enorme fila de veículos e motos nas bombas de combustível. Até mesmo o advogado da prefeitura, Adalberto Viana da Silva, foi flagrado com dois carotes de gasolina na mala de seu veículo, um Ecosport  de placas JUM-6432.

De acordo com um dos representantes da coligação “Unidos com o Povo”, a situação representa um claro flagrante de crime eleitoral, uma vez que o prefeito Walmir Climaco, que é candidato a reeleição, incorreu em várias práticas vedadas ao autorizar a distribuição de combustível para a realização de uma carreata, sendo que as requisições serão descontadas dos cofres da prefeitura. A coligação ressalta ainda que irá pedir a justiça que todos os donos de postos de combustível envolvidos no episódio sejam intimados a apresentar todas as requisições autorizadas pelo prefeito Walmir Climaco de Aguiar, do PMDB.

Os representantes da coligação afirmam ainda que os flagrantes de abastecimentos nos Postos Dado, São Mateus e Equador foram filmados e fotografados, sendo que todo o material será entregue a justiça e ao Comitê de Combate a Corrupção Eleitoral, que já recebeu mais de 200 denúncias da prática de crime eleitoral em Itaituba.

SEMINARIO SOBRE ALEITAMENTO

Teve início hoje no dia (20) e encerra na manhã desta quarta-feira, (22), em Parauapebas, o I Seminário sobre Aleitamento Materno. Com o tema: "Entendendo o Passado, Planejando o Futuro", o evento é realizado pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), por meio da Coordenação de Saúde da Mulher e da Criança. O seminário acontece no auditório do Centro Universitário de Parauapebas (Ceup), de 08h às 12h e de 14h às 18h, e é voltado para enfermeiros, técnicos de enfermagem, instituições governamentais e não-governamentais.

CELPA INTERROMPE FORNECIMENTO



A Celpa ,Centrais Elétricas do Pará , avisa que está programado um desligamento na rede de energia elétrica de Parauapebas no Bairro da Paz no dia 23 de agosto (quinta-feira) no período compreendido entre às 07:50 horas e 14:00 horas nas seguintes ruas: Clara Nunes, Paulo Afonso, Monteiro Lobato, Luiz Gonzaga, Santa Maria, São Francisco, Santa Marta, Olga Prestes, Afonso Arinos e Lauro Corona; Todas entre as Avenidas 4 de setembro  e São João Batista; Ruas Chico Mendes, Castro Alves e Padre Jorge; Todas entre a Rua Clara Nunes e Avenida 4 de setembro; Ruas Fortaleza, do Arame e Minas Gerais.

CASAS POPULARES IRÃO DIMINUIR DÉFICIT HABITACIONAL EM REDENÇÃO


Município está tentando viabilizar liberação de mil casas populares.

Com o intuito de reduzir o déficit de moradia em Redenção e com vistas a implementação de uma política habitacional que garanta segurança domiciliar as famílias de baixa renda, o município de Redenção está tentando viabilizar, junto à Caixa Econômica Federal, a liberação de mais mil casas populares nos próximos meses. Wagner Fontes, prefeito do município, em reunião na Superintendência da CEF com o gerente regional de Habitação, João Hugo Barral Miranda, na última semana, em Belém, confirmou que em breve técnicos estarão encaminhando a proposta técnica e autorização para início das obras da segunda da etapa do programa Minha Casa Minha Vida no município. No início do primeiro semestre de 2012, 500 famílias já receberam a casa própria no setor hoje conhecido como Vila Maria.

Na ocasião da entrega das chaves, foi realizado um cadastro , sendo que as pessoas que não foram contempladas poderão pleitear uma segunda vez com a aquisição da casa própria, e, outras famílias poderão integrar-se ao cadastro. No processo de parceria com o governo federal e a CEF, cabe à Prefeitura garantir a infraestrutura necessária à qualidade de vida dos novos moradores, a exemplo dos serviços públicos prioritários como abastecimento de água, escola e saúde. No setor Vila Maria, por exemplo, onde está localizada a primeira etapa, uma creche e uma escola de Ensino Infantil estão em construção, um investimento na ordem de R$ 1,5 milhão.

No entorno, porém, em outro setor, está sendo construído o Posto de Saúde Átila Douglas que também atenderá o setor Vila Maria. Segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010, o déficit habitacional no município é de 2000 mil unidades habitacionais, entretanto, este quantitativo diminuiu segundo afirmou Wagner Fontes.  O presidente do Instituto de Planejamento Pesquisa e Urbanismo de Redenção (IPPUR), Ricardo Pinto, explicou que existe no programa habitacional em questão a contrapartida da Prefeitura Municipal. “Além de acompanhar a fiscalização na execução das obras para garantir o cumprimento do cronograma, a prefeitura se utiliza da Lei Municipal de Isenção para garantir que o novo proprietário do imóvel somente pague IPTU e o ISS (Imposto sobre Serviços) somente quando passar a residir no imóvel”, disse Ricardo.

DUAS ESCOLAS DE PARAGOMINAS ESTÃO ENTRE AS MELHORES DO PARÁ


Salmonozor Brasil e Lions Clube foram as instituições que se destacaram no IDEB.

O Ministério da Educação e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP) divulgaram este mês o resultado nacional do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – IDEB 2011. Os indicadores mostraram uma evolução na qualidade da educação em todos os níveis de ensino – primeira e segunda etapas do Ensino Fundamental. O índice é divulgado a cada dois anos. Paragominas, no nordeste do estado, obteve o 4º lugar no ranking estadual na categoria “séries iniciais”, com a média de 4,7.

Duas escolas do Município ficaram entre as doze melhores do Pará este ano: a E.M.E.I.F. Salmonozor Brasil, com 6.1 e a E.M.E.F e a Lions Clube de Paragominas, com 6.0. Segundo a SEMEC, a média projetada pelo Ministério da Educação – séries iniciais 2011 foi de 4.0, o que significa que o Município conseguiu superá-la em 0.7 décimos. Contudo, a Secretária de Educação, Mozimeire Pereira de Souza Costa, afirma que os avanços na educação vão prosseguir. “Vamos continuar investindo na Educação, cumprindo todos os percentuais de aplicabilidade do Plano de cargos e salários dos funcionários, investindo em recursos tecnológicos nas escolas, continuar com a melhor merenda escolar do Brasil, e principalmente investindo na formação continuada dos professores, comisso, no próximo IDEB, estaremos muito melhor, com certeza”, ressalta Mozimeire.

Em contrapartida, ela explica que outras cidades que obtiveram uma nota maior que Paragominas possuem um menor número de alunos matriculados, o que influencia (e muito) na avaliação final. Hoje, o Município possui mais de 30 mil estudantes matriculados nas 89 Escolas da Rede, nas zonas urbana, rural e indígena. Ourilândia do Norte, por exemplo, que ficou em 2º lugar, possui 6964 alunos matriculados, Ulianópolis, que ficou em 3º e Bannach, em 4º possuem, respectivamente, 7111 e 1119 alunos.

Em Paragominas, foram avaliadas 36 escolas pelo MEC para medir o IDEB. “Sabemos que o nosso resultado foi muito bom, levando em consideração todo esse quantitativo. Ficamos em 7º lugar geral no ranking estadual, por ter notas empatadas entre Municípios.” afirma a secretária. A Escola Municipal de Ensino Fundamental Salmonozor Brasil foi a que obteve melhor desempenho, entre as Escolas Públicas Municipais, com a média de 6.1, estando entre as 4 melhores escolas do Estado do Pará, bem como a Escola Municipal de Ensino Fundamental Lions Club de Paragominas, com o IDEB de 4,9 em2009 passando para 6,0 em 2011, estando também entre as cinco melhores escolas do estado do Pará, o que muito nos orgulha.

MP AJUIZA AÇÃO PARA RETIRAR NOMES DE PESSOAS VIVAS DE ESCOLAS PÚBLICAS


Instituições levam os nomes de Jader Barbalho, Almir Gabriel e Elcione Barbalho.

Em Rurópolis, no sudoeste do Pará, o promotor de justiça, Gilberto Lins, do Ministério Público do Estado (MPE), ajuizou ação civil pública para retirada de nomes de pessoas vivas em escolas do município, o que confronta diretamente com o princípio da impessoalidade e com a Lei nº 6.465/1977, que veda tal homenagem. Segundo Gilberto Lins “a ação foi decorrente de a uma diligência feita na cidade, quando foram observadas várias escolas públicas com nomes de pessoas ainda vivas”, explicou o promotor de justiça.

Diante do fato, foi instaurado Inquérito Civil, onde se constatou que algumas das escolas municipais possuem nomes de pessoas como Jader Barbalho, Almir Gabriel e Elcione Barbalho, todos ainda vivos. Na ação, o MP requer a mudança dos nomes, no prazo de 30 dias, sob pena de multa pessoal ao prefeito da cidade, no valor mil reais por dia de descumprimento.

O MPE solicita ainda que seja feito o levantamento de todos os prédios e salas municipais que contenham nome de pessoas vivas, sob pena de multa diária de mil reais, procedendo à alteração dos nomes no mesmo prazo, sob pena de multa sob o mesmo valor, por parte do prefeito de Rurópolis.

PONTES ESTÃO INTRAFEGÁVEIS NO SUL DO PARÁ



Moradores revoltados com o descaso do Poder Público atearam fogo em uma das pontes.

Pontes de várias estradas vicinais que ligam a zona rural à área urbana do município de Pau D'Arco, no sul do Pará, estão em condições precárias e intrafegáveis. Na madrugada de segunda-feira, 20, cansados de esperar pelo conserto de uma das pontes localizadas na principal estrada vicinal que permite o acesso dos moradores da Colônia Guarantã, localizada no município de Pau D’Arco, no sul do Pará, com a Rodovia PA-155 e também com a sede do município, agricultores do assentamento colocaram fogo em uma ponte, em sinal de protesto pelo abandono da parte do poder público municipal e pelo perigo que a ponte representava para a população da localidade.

Segundo informações colhidas no local, o fogo foi colocado de forma proposital por moradores durante a madrugada, danificando parte da ponte que fica localizada a cerca de 20 quilômetros da sede do município de Pau D´Arco e por onde os moradores são obrigados a passar diariamente. De acordo com o morador Manoel Maria Fernandes, no início do primeiro semestre deste ano, um grupo de estudantes que reside na região da colônia Gurarantã, fez uma manifestação em frente à Prefeitura de Pau D´Arco solicitando providência para o estado da ponte, pois um ônibus escolar cheio de alunos quase caiu em uma das pontes, sendo que até então nada teria sido feito para solucionar o problema.

Diante do descaso, alguns moradores resolveram radicalizar ateando fogo na ponte. Segundo testemunho de um morador que pediu para não ser identificado por temer represálias, a ponte foi incendiada como forma de chamar a atenção das autoridades para o descaso com as vicinais da zona rural do município. Segundo o colono Sebastião Silva, há tempos que a população da Colônia solicitou junto a secretaria municipal de Obras o concerto das pontes existentes no trecho da estrada vicinal, que estão em péssimo estado de trafegabilidade. “Até hoje nada foi feito. Enquanto isso os moradores, arriscam a vida passando sobre pontes que mais parecem arapucas e armadilhas”. Desabafou o agricultor.

STF MANDA SOLTAR FAZENDEIRO ENVOLVIDO NA MORTE DE DOROTY STANG

 
O ministro Marco Aurélio Mello, do STF, determinou que seja posto em liberdade Regivaldo Pereira Galvão. Trata-se do fazendeiro condenado em maio de 2010 por um júri popular a 30 anos de prisão por ter participado da execução da missionária americana Dorothy Stang. Ela foi assassinada na cidade de Anapu, no Pará, em fevereiro de 2005.

Em seu despacho, Marco Aurélio deferiu liminar requerida num habeas corpus protocolado no Supremo pelo advogado de Regivaldo, Jânio Siqueira. O ministro considerou que o juiz Raimundo Alves Flexa, que presidiu o tribunal do júri que condenou o réu, exorbitou ao redigir a sentença.

O magistrado anotara na peça o seguinte: “Nego ao réu o direito de apelar desta sentença em liberdade, justificando sua constrição, em face da condenação do mesmo no dia de hoje pelo Soberano Tribunal do Júri Popular. Expeça-se o competente mandado de prisão.”

Para Marco Aurélio, o juiz ignorou decisão anterior que havia sido tomada pelo STF. Além disso, “desconheceu por completo [...] o princípio da não culpabilidade.” Previsto na Constituição, esse princípio prevê que ninguém pode ser considerado culpado enquanto o processo não estiver concluído.

Assim, no entendimento de Marco Aurélio, o réu tem, sim, direito de responder pelo crime em liberdade enquanto houver recurso pendente de julgamento. A ordem do ministro deve ser cumprida nesta quarta (22). Preso na cidade paraense de Altamira desde setembro de 2011, quando entregou-se à Justiça, Regivaldo ganhará o meio-fio.

A decisão de Marco Aurélio foi divulgada na noite passada. Em texto de oito folhas, o ministro historiou o caso. Anotou que Regivaldo foi condenado pelo pelo tribunal do júri a cumprir 30 anos de prisão, em regime fechado, pelo crime de homicídio qualificado. A pena foi agravada porque a assassinada era idosa. Negou-se ao réu o direito de recorrer em liberdade.

Antes de bater às portas do STF, Regivaldo recorrera ao Tribunal de Justiça do Pará. A 1aCâmara Criminal do tribunal paraense indeferiu o pedido de liberdade sob duas alegações: 1) a liberdade do réu colocaria em risco a ordem pública; 2) era preciso assegurar a aplicação da lei penal. O réu protocolou um “recurso especial” no mesmo tribunal, que voltou a negar o pedido de liberdade.

A defesa de Regivaldo levou o caso a Brasília. Impetrou habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça. Relator do pedido, o desembargador Adilson Vieira Macabu, convocado para atuar no STJ, também indeferiu o pedido de liminar. Considerou que a prisão justificava-se em função do modo como o crime havia sido cometido.

Dorothy foi passada nas armas por defender assentamentos de trabalhadores rurais em terras públicas que eram reivindicadas por fazendeiros da região de Anapu. Além de Regivaldo, foram responsabilizados pelo assassinato outras quatro pessoas. Foram julgadas e condenadas a penas que vão de 17 a 27 anos de cadeia. Estão todos presos.

Negada a liminar pelo desembargador Adilson Macabu, o mérito do pedido de revogação da prisão de Regivaldo foi julgado pela 5a turma do STJ. De novo, rejeitou-se a petição sob a alegação de que a detenção do réu estava devidamente justificada. Contra essa decisão, a defesa de Regivaldo recorreu ao STF.

No Supremo, o advogado do réu alegou que a prisão preventiva de seu cliente já havia sido solicitada em três ocasiões anteriores. Recordou que a 1a turma do Supremo concedera liminar em favor de Regivaldo antes da condenação pelo tribunal do júri. Nessa decisão, afastara-se a alegação de que a liberdade do réu colocaria em risco a ordem pública.

No novo recurso, o advogado pediu que fosse restabelecida a liminar do STF, permitindo que Regivaldo responda ao processo em liberdade, já que a condenação do tribunal do júri, ainda pendente do julgamento de recurso, não pode ser considerada como definitiva.

Em seu despacho, após rememorar os termos da liminar do STF que revogara anteriormente a prisão preventiva de Regivaldo, Marco Aurélio anotou: “Cabe perguntar a razão de ter vindo à baila, sem o trânsito em julgado [julgamento definitivo] do título judicial condenatório, sem a culpa estar formada, novo ato de constrição, ao menos sob o ângulo formal, provisório.”

Nesse trecho, o ministro reproduz o pedaço da sentença do juiz paraense que negou a Regivaldo a prerrogativa de recorrer em liberdade após a condenação do júri popular. Um erro, escreveu Marco Aurélio: “O juízo desconheceu por completo não só o pronunciamento anterior desta Turma [do STF] como também o princípio da não culpabilidade. A motivação da custódia [prisão] mostrou-se única: a condenação imposta pelo tribunal do júri, muito embora sujeita, ainda, a recurso que, por sinal, veio a ser interposto.”

No dizer de Marco Aurélio, “ante a notória fragilidade” da sentença do juiz, o Tribunal de Justiça do Pará terminou por adicionar-lhe outros “fundamentos” ao decidir pela manutenção do réu na cadeia. Uma prisão que o ministro considerou como “execução precoce e açodada da pena” ainda sujeita a recurso.

Marco Aurélio mencionou quatro acréscimos providenciados pelo tribunal paraense para robustecer a tese segundo a qual a prisão é necessária:
1) posto em liberdade, Regivaldo seria o único réu envolvido no assassinato de Dorothy Stang que estaria solto; 2) o réu “possuiria condições econômico-financeiras capazes de viabilizar a saída do país”;
3) Regivaldo ameaçara testemunha;
4) A periculosidade do réu seria evidente.

“Os dois primeiros elementos – a circunstância de ser o único réu do processo a encontrar-se em liberdade e ter condições econômico-financeiras  – revelam-se neutros, absolutamente neutros”, escreveu o ministro. “Quanto à ameaça a testemunha, observem que essa motivação, àquela altura, não tinha razão.”

Por quê? Regivaldo já havia sido julgado pelo tribunal do júri. Apelara contra a sentença. “A instrução, até mesmo no tocante aos trabalhos de plenário, estava encerrada”, anotou Marco Aurélio antes de indagar: “Como, nessa fase, justificar a prisão preventiva com base na ocorrência de ameaça a testemunha…?”

O ministro acrescentou: “Por último, há uma única linha sobre a periculosidade do paciente, nada se consignando a respeito. Apenas se registrou: ‘[...] por estar demonstrada a periculosidade do apelante [...]‘. Evidentemente, levou-se em conta para tanto a condenação imposta, mas esta ainda não transitou em julgado”.

E concluiu: “Ante o contexto, concedo a ordem para afastar a prisão do paciente, obstaculizando, com isso, a execução da pena antes de a decisão que a implicou estar coberta pela preclusão maior. É como voto.”


RESENDES CALAM E POPULAÇÃO PERDE O MEDO

Muita gente está se perguntando até agora porquê os candidatos Davi Resende, Suely Resende e Marta Resende não abriram a boca na audiência que investiga a doação ilegal de lotes em troca de votos em Ulianópolis.ocorrida na segunda-feira, 20, em Dom Eliseu  Se o silêncio faz parte de uma estratégia da defesa, na prática, o tiro acabou saindo pela culatra, uma vez que para a grande maioria da população, o gesto está sendo interpretado como confissão de culpa, reforçando a tese de "quem cala consente".

Afinal, nos últimos 12 anos em que a família Resende dita as regras no município de Ulianópolis os mesmos são reconhecidamente falastrões (principalmente o "chefe", falando pelos cotovelos pelos palanques e pelas porteiras da vida). É realmente muito estranho que um homem como Davi Resende, que até bem pouco tempo arrotava honestidade, afirmando nunca ter pego um só centavo da prefeitura (os aluguéis já provaram o contrário) se cale agora na sombra de 5 advogados (nem precisava tanto).

O mesmo se pode dizer da candidata a vereadora Marta Resende, que é capaz de falar mal até da própria família, e que agora se rende ao silêncio, ou seja, com uma ação pra lá de orquestrada os Resendes acreditam que, calados vão empurrar a história dos lotes doados em troca de votos para debaixo do tapete. Felizmente, caros leitores, os tempos são outros e a casa está caindo.

Aos poucos a verdade está vindo a tona e a população está acordando. Ao que tudo indica foi dada a largada para o início de uma nova história no município de Ulianópolis.

SEM AMEAÇA, SEM MEDO E COM A TÃO SONHADA DEMOCRACIA.


terça-feira, 21 de agosto de 2012

COLÔNIAS DE PARAGOMINAS TERÃO ACESSO A CASAS DE PROGRAMA DE HABITAÇÃO RURAL

Minha Casa Minha Vida irá estender alcance para a zona rural do município.

O prefeito de Paragominas, Adnan Demachki e o Gerente Regional de Mercado do Banco do Brasil, Lamarck Edclau Briz assinaram no último sábado, 18, no stand do BB, no Parque de Exposições Amílcar Tocantins, durante a realização da 46ª Feira Agropecuária do município, um termo de “Parceria e Cooperação” no qual se comprometeram a implantar o Programa Nacional de Habitação (PNH), no âmbito do Programa Minha Casa Minha Vida, de construção de casas na zona rural. Segundo Lamarck, Paragominas é o primeiro município no estado do Pará a ser contemplado pelo PNH. “Durante a Rio +20, a Superintendência do Banco do Brasil firmou um compromisso com o governador do estado, Simão Jatene, que iria priorizar, com o financiamento, municípios que pertencessem ao Programa Estadual Municípios Verdes e começamos por Paragominas, que e o Município que lançou o programa Município Verde e estimulou o Estado a lançar o programa estadual, mas queremos estender para outras cidades do Pará que estiverem seguindo o programa" contou o gerente.

Lamarck explica que para ter direito ao benefício, o agricultor familiar precisa obedecer alguns critérios, tais como: ter a Declaração de Aptidão ao Pronaf (DAP) regular; ter renda anual de até R$ 15 mil; não ser/ter sido beneficiário de programas habitacionais; não pode ter financiamento imobiliário ativo, no âmbito do SFH; Sem restrições no CADIN ou junto à Receita Federal; Não ser proprietário, cessionário ou promitente comprador de imóvel residencial urbano ou rural no atual local de domicílio ou onde pretenda fixá-lo ressalvados os casos de reforma de moradia; Não ser detentor de área superior a quatro módulos fiscais; não ser assentado pelo Programa Nacional de Reforma Agrária – PNRA.

De acordo com o prefeito de Paragominas, Adnan Demachki, os trabalhos para a implantação do Programa na Zona Rural do município já começa agora e todas as comunidades serão beneficiadas: a Colônia Nazaré, Colônia São Sebastião, Colônia São Lucas, Colônia do Uraim, Condomínio Rural, Gleba 22 e 3 Lagoas e outras que não são consideradas assentamentos da reforma agraria. Começamos a parte burocrática agora, nomeei o secretario de agricultura do município para interagir com as comunidades e estou bastante feliz porque essa escolha de Paragominas como o primeiro a receber esses benefícios e fruto do projeto município verde.

Ainda segundo ele, os critérios de escolha dos beneficiários seguiram os mesmos do “Minha Casa Minha Vida”, ou seja, será feito um levantamento dos colonos que moram mal em cada comunidade, que possuem mais filhos e a família só poderá ser beneficiada se todas as suas crianças com idade escolar, estiverem matriculadas na escola. “Através da Secretaria Municipal de Agricultura e com o apoio da Emater, vamos percorrer cada comunidade e envolvê-la no processo, buscaremos contratar, na medida do possível, a mão de obra da própria colônia, pois entendemos que é uma forma de gerarmos emprego dentro da comunidade, mesmo que seja temporário. Quero deixaras obras iniciadas ou bem encaminhadas até o final do meu governo”, concluiu Adnan.

O PNH é um componente do Programa Minha Casa Minha Vida e objetiva reduzir o déficit habitacional rural, incentivando a manutenção da família no campo e oferecendo moradia digna por meio de reforma ou da construção de novas moradias. O Banco do Brasil estima contratar, até o final de 2014, cem mil unidades habitacionais no Programa Nacional de Habitação Rural em todo o Brasil.

IBAMA PROMOVE AÇÕES DE PROTEÇÃO À REPRODUÇÃO DE ESPECIES RARAS DA AMAZÔNIA


Nos primeiros dias de fiscalização, os agentes vistoriaram 900 km de praias.

O Ibama começou este mês as ações de proteção à reprodução da tartaruga-da-amazônia (Podocnemis expansa), do tracajá (Podocnemis unifilis) e do pitiú (Podocnemis sextuberculata) no Tabuleiro do Embaubal, no Baixo Xingu, entre os municípios de Vitória do Xingu e Senador José Porfírio. Nos primeiros dias de fiscalização, os agentes vistoriaram 900 km de praias e apreenderam três espingardas, milhares de metros de malhadeiras, espinheis e seis embarcações flagradas na captura ilegal dos quelônios. Os responsáveis foram multados em R$ 207 mil e 36 tartarugas resgatadas vivas foram devolvidas à natureza.

Nesta época do ano, as três espécies de cágados e tartarugas que desovam na região começam a se dirigir às praias, conhecidas como tabuleiros, onde se reúnem em grandes grupos, antes de iniciar a postura, nos meses de outubro a dezembro. "São milhares de tartarugas expostas. É quando elas ficam mais vulneráveis e viram alvo fácil dos pescadores ilegais", explica o coordenador da operação, o analista ambiental Rodrigo Numeriano. Monitorada pelo Ibama, a área de reprodução no Tabuleiro do Embaubal é uma das mais importantes do país.

Com o Programa Quelônios da Amazônia, o instituto maneja a desova, o nascimento e a soltura de cerca de 400 mil filhotes todos os anos. O programa tem o apoio da Norte Energia, da ONG WWF e das prefeituras de Vitória do Xingu e Senador José Porfírio.

CAMINHONEIRO ACUSADO DE ATEAR FOGO EM FAZENDAS DO SUL DO PARÁ


Motorista teria sido flagrado ateando fogo em duas propriedades rurais.

A Polícia Civil do município de Rio Maria, no Sul do Pará, está investigando a denúncia dando conta de que um caminhoneiro estaria espalhando o terror na região, ateando fogo em várias propriedades rurais situadas no sul do Pará. O caminhoneiro, que trafega em um caminhão baú de cor branca, de placa ainda não identificada, teria sido visto ateando fogo nas pastagens da Fazenda Itaiahomi, de propriedade do fazendeiro Edir Ferreira, e nos pastos do Sítio Lagoa Formosa, de Bonevard Alves Pinto, cujas propriedades estão localizadas no município de Rio Maria, às margens da BR 155.

A ação do fogo destruiu 20 alqueires de pasto do Sítio Lagoa Formosa, e 35 alqueires da Fazenda Itaiahomi. Os dois fazendeiros contaram que tiveram grande dificuldade para conter o incêndio em suas propriedades. Para a polícia, eles relataram que se não fosse a ajuda de pecuaristas da região, os prejuízos teriam sido ainda maiores.  

Em contato com a reportagem na tarde de ontem, um investigador da delegacia de polícia de Rio Maria disse a O Liberal, que o caso está sendo investigado e que a polícia está tentando identificar o caminhoneiro acusado de provocar os incêndios. Por outro lado, todos os anos, várias propriedades do sul e sudeste paraense são castigadas por queimadas, sendo que a polícia tem grande dificuldade de identificar os autores.

FRIGORÍFICO SE DEFENDE DE ACUSAÇÕES



Deputada pediu suspensão da Licença de atividades de Frigorífico e Curtume por poluição ao meio ambiente.

Representantes do frigorífico JBS, de Marabá, enviaram correspondência ontem a O Liberal, informando que a direção corporativa do grupo, vai convidar a deputada estadual Bernadete ten Caten (PT) para conhecer as instalações da unidade industrial da empresa em Marabá, sudeste do estado, onde funcionam um frigorífico e um curtume. No último dia 8, em pronunciamento na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), a deputada apresentou requerimento, publicado nesta coluna, solicitando ao governo do Estado a suspensão temporária da licença de funcionamento do frigorífico. 

A principal alegação da deputada é que o odor exalado da empresa é nocivo à saúde da população do entorno da JBS. Porém, de acordo com a União Nacional da Indústria e Empresas da Carne (Uniec), a unidade de produção de couro instalada na região é a uma das mais modernas de todo o Brasil e segue rigorosamente a legislação ambiental.

Já o frigorífico exporta carne até para Israel, um país exigente e que impõe, inclusive, critérios de natureza religiosa para o abate de animais. Segundo dados da empresa, foram aplicados mais de R$ 2 milhões últimos meses para colocar em prática uma série de medidas para reduzir a produção e a emissão de odores na unidade de Marabá. O plano de ação foi apresentando para a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) e o Conselho Municipal de Meio Ambiente (Comam) e, em junho deste ano, a companhia recebeu na unidade a visita de peritos do Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, para que fosse elaborado um laudo com um parecer técnico sobre os resultados das medidas adotadas. 

A empresa ainda aguarda pelo resultado do estudo realizado. A JBS concordou também em contratar uma consultoria independente para inspecionar as unidades, assim como outras possíveis fontes de odor na cidade para esclarecer a situação.

Até o fim de 2013, o grupo pretende investir R$ 6 milhões em melhorias ambientais em todos os seus negócios no Pará. O presidente da Uniec lembra que a JBS não é a única indústria instalada na área e que é injusto que os holofotes voltem-se exclusivamente para uma empresa que procura trabalhar dentro de rigorosos padrões de sustentabilidade social e ambiental. “Nessa mesma área há um aterro sanitário, ou seja, um lixão, uma fábrica de ração, além de um frigorífico e uma graxaria em condições irregulares, e eu acho curioso que não se diga nada a esse respeito. Se há impactos ambientais da atividade industrial às proximidades da JBS, em Marabá, a empresa não é a única nem a maior responsável por isso. É preciso que a verdade seja dita e divulgada”, diz Victer, categórico.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

PREFEITO DE ULIANÓPOLIS DIZ QUE MORADORES DO DAVINÓPOLIS NÃO PROCURARAM A PREFEITURA PARA RECEBER TÍTULOS

O prefeito de Ulianópolis, Jonas dos Santos Souza, o "Joninhas", não escondeu o nervosismo na manhã desta segunda feira, 20, ao mentir descaradamente na Ação de Investigação Eleitoral que apura a denúncia de doação de terrenos em troca de votos no Loteamento Davinópolis, nome que faz clara alusão ao ainda candidato a prefeito, Davi Resende Soares.

Na presença do juiz eleitoral Jonas não explicou porque o Loteamento levou o nome do "chefe" e se limitou a dizer que os lotes, citados na referida ação, foram doados no ano de 2009. Segundo "Joninhas" toda a transação foi realizada por Decreto Municipal e não passou pelo crivo da Câmara de Vereadores, que é a fiscal das ações do Executivo.

Ao ser indagado sobre a titularização dos terrenos "Joninhas" disse ao juiz que a prefeitura ainda não entregou os títulos de propriedade porque nenhum morador do Davinópolis foi buscar o documento na PMU. A informação, repassada pelo prefeito à Justiça Eleitoral, deve alegrar, e muito, os moradores do referido Bairro, que nunca, nunca mesmo, foram intimados pela prefeitura para receber o documento.

Resta saber agora como é que o prefeito Jonas Santos e a família Resende vai sair desta porque, na verdade, a referida área nunca pertenceu ao pecuarista Davi Resende, que por sua vez "doou" as terras para a Prefeitura. Pelo sim, pelo não, este Blog presta aqui um serviço a coletividade CONVOCANDO TODOS OS MORADORES DO BAIRRO DAVINÓPOLIS A RECEBEREM SEUS TÍTULOS DE PROPRIEDADE NO SETOR DE TRIBUTOS DA PREFEITURA DE ULIANÓPOLIS.

Com certeza, os moradores que procurarem a prefeitura para receber o tal documento vão confirmar os fatos que este Blog vem narrando a bastante tempo, ou seja, NÃO EXISTE DOCUMENTO NENHUM, sendo que tudo não passa de conversa fiada e balela para eleger os candidatos de um grupo que há 12 anos engana a população de Ulianópolis.

Desde já peço que aqueles que não conseguirem receber seu Título de Propriedade que entrem em contato e mandem mensagem para este Blog. Todo o material será encaminhado para a Defensoria Pública e ao Ministério Público do Pará com vista a liberaçao do documento o mais rápido possível.


RESENDES SE CALAM SOBRE DOAÇÃO DE LOTES SUELY RESENDE PASSOU MAL DURANTE AUDIÊNCIA


Encerrou agora a pouco a audiência sobre a denúncia de doação de terrenos em troca de votos em Ulianópolis. Na presença do juiz eleitoral, e assistidos por  5 advogados, 4 da mesma família, os acusados Davi Resende, Marta Resende e Suely Resende se recusaram a responder as perguntas da justiça, afirmando que iriam usar o direito de permanecerem calados. A candidata a vereadora, Suely Xavier passou mal e teve que sair da sala. Já Marta Resende recebeu advertência do juiz porque tentou orientar as respostas do prefeito Jonas Santos.

A secretária de finanças, Élida Xavier, reconheceu que é parente dos acusados e disse não saber de nada sobre a denúncia de doação de terrenos em troca de votos. Ainda na manhã de hoje, Davi Resende foi intimado novamente para comparecer a outras três audiências que irão ocorrer na próxima sexta-feira, 24, quando o mesmo será ouvido sobre o diploma falso apresentado ao TRE e os contratos irregulares com a prefeitura.

Na sexta-feira, será ouvida uma testemunha no caso da doação dos lotes. Outra testemunha na mesma ação não compareceu a audiência alegando que foi ameaçada pela vereadora Marta Resende.

Diante de tantas ações , a situação do grupo que está no poder em Ulianópolis há 12 anos é complicadíssima, sendo que a campanha de Davi Resende para prefeito, que está agonizando desde que veio a tona a história do diploma falso, está praticamente parada e sem rumo. A partir de agora, os próximos capítulos são imprevisíveis , sendo que um novo nome para concorrer a prefeitura poderá ser anunciado a qualquer momento.