Pecuarista Camilo
Uliana está esperando TJE mande cumprir Mandado de Reintegração de Posse.
Agricultores
da zona rural do município de Ulianópolis irão entregar esta semana ao promotor
público do município, um relatório contendo várias irregularidades que estariam
ocorrendo na comunidade denominada “Faiscão”. De acordo com os denunciantes, o
nacional conhecido como “Zé da Pampa”, que responde há vários processos por
invasão de propriedade particular, estaria vendendo lotes dentro de uma área
que pertence ao fazendeiro Camilo Uliana.
O
prefeito de Ulianópolis, Jonas Santos Souza, também é acusado de dar suporte a
ação criminosa praticada por Zé da Pampa, uma vez que o gestor municipal teria
fornecido máquinas da prefeitura para limpar os lotes e abrir estradas dentro
da propriedade particular. Segundo os colonos que residem na área, o nacional
“Zé da Pampa”, está sendo apoiado pelo prefeito da cidade porque, em troca da
infraestrutura para os lotes, teria prometido apoio político e votos para o
candidato a prefeito apoiado por Jonas Santos.
Por outro
lado, existem várias ocorrências na Delegacia de Ulianópolis dando conta de que
vários funcionários públicos municipais, inclusive o próprio prefeito de
Ulianópolis, teriam invadido e se apossado de vários lotes de terra situados em
uma área conhecida como “Nova Vida”, que também é de propriedade do fazendeiro
Camilo Uliana. As denúncias também apontam a participação direta da professora
Glicera Soares que é diretora de uma escola municipal e que também invadiu
vários lotes da área. A professora, juntamente com o marido e outras 14
pessoas, já foram indiciados por invasão de propriedade particular.
Em
contato com a reportagem, o fazendeiro Camilo Uliana declarou que já ganhou a
reintegração de posse da área na justiça e que já espera, há mais de três anos,
o cumprimento do Mandado Judicial. Uliana ressalta que não sabe mais a quem
recorrer, uma vez que já comunicou formalmente a situação a todos os órgãos de
segurança do Estado. “Já comuniquei o Incra, o Ministério Público, o TJE do
Pará e ao Ibama. A situação é grave porque minha terra foi invadida por
funcionários públicos e por pessoas que estão acostumadas a tomar posse do alheio”.
Finalizou Camilo Uliana.

